Vuelta a España 2025: Prévia da 15ª etapa, sprinters e fuga terão rara oportunidade se superarem as montanhas iniciais
Após dias intensos nas montanhas asturianas, a Vuelta a España segue neste sábado para a 15ª etapa, levando o pelotão até a Galícia.
O percurso será menos brutal do que os enfrentados anteriormente, mas ainda assim recheado de subidas que podem fazer diferença no desfecho da corrida.
O trajeto de 167,8 km começa em Vegadeo e termina em Monforte de Lemos após mais de 3.200 metros de altimetria e exigirá que os ciclistas iniciem a etapa já aquecidos nos rolos, uma vez que a primeira dificuldade aparece logo cedo.

O Puerto a Garganta, de 1ª categoria (16,4 km a 5,1%), não é tão íngreme, mas a sua extensão promete grande intensidade logo após a largada. Depois da subida de 1ª categoria, o percurso segue em constante sobe e desce, com rampas não categorizadas que chegam a mais de 6%.

Alto de Barbeitos o 2º desafio da etapa
A atenção estará voltada para o Alto de Barbeitos (11,9 km a 3,8%). Apesar de parecer mais suave, os primeiros 4 km são especialmente duros antes que a estrada se estabilize. O topo de Barbeitos será alcançado aos 55 km.
Após o topo da subida, o percurso ondula por mais cerca de 50 km, após a chegada em Castroverde a etapa volta a ser quase plana, exceto por uma subida não categorizada, cerca de 25 km antes do final.

Favoritos à vitória
A etapa abre espaço para diferentes cenários. A fuga pode ter boas chances, mas um sprint final também não está descartado. Caso o pelotão chegue agrupado, Mads Pedersen (Lidl-Trek) aparece como o principal favorito.

Entre os sprinters capazes de superar as subidas iniciais estão Orluis Aular (Movistar), Fabio Christen (Q36.5), Guillermo Thomas Silva (Caja Rural-Seguros RGA) e Bryan Coquard (Cofidis).
Outro nome a ser considerado é Ben Turner (INEOS Grenadiers), que já venceu uma etapa nesta edição e pode repetir a dose. Para nomes como Ethan Vernon (Israel-Premier Tech) e Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck), a esperança é resistir às dificuldades do início para brigar no sprint.

Espaço para a fuga
Apesar disso, a dureza da primeira metade pode beneficiar os caçadores de etapas. Nomes como Marco Frigo (Israel-Premier Tech), Kevin Vermaerke (Picnic PostNL), Michal Kwiatkowski (INEOS Grenadiers), Victor Campenaerts (Visma-Lease a Bike) e Bruno Armirail (Decathlon AG2R La Mondiale) têm o perfil ideal para esse tipo de terreno. A INEOS, deve apostar em nomes como Magnus Sheffield e Victor Langellotti para buscar protagonismo na etapa.
