Vuelta a España 2025: Prévia da 16ª etapa, percurso explosivo aguarda o pelotão após o dia de descanso
Após o merecido dia de descanso em Pontevedra, os ciclistas terão pouco tempo para retomar o fôlego. A Vuelta a España retornará nesta terça-feira com a 16ª etapa, marcada por mais uma chegada em subida.
O percurso terá início em Poio, e a chegada em Castro de Herville após 167 km e 3.400 metros de altimetria distribuídos em 4 montanhas categorizadas.

Subidas ao longo do percurso
A abertura do trajeto é repleta de subidas, que, embora não apresentem grande dificuldade, oferecem boas oportunidades para as fugas do dia. Com 83 km percorridos, os ciclistas enfrentarão a primeira subida categorizada: o Alto de San Antoñino, que dará início a uma sequência de trechos exigentes.

Após 98 km da largada, surge o Alto da Groba (11,4 km a 5,4%), e o terreno se torna mais complicado, ainda que a inclinação não seja constante.

A subida mais dura do dia: o Alto do Prado
Após a subida, uma descida técnica levará o pelotão até um trecho sem categorização, mas traiçoeiro, antes de chegarem a Couso, local do sprint intermediário.
Logo em seguida, virá a subida mais dura do dia: o Alto do Prado. Apesar de curto, o trecho apresenta rampas impressionantes, com 700 metros acima de 14% de inclinação. Após essa escalada, restarão 24 km até a linha de chegada, incluindo 16 km até o pé da subida final.

Subida final até Mos.Castro de Herville
A chegada será marcada pela subida ao Mos. Castro de Herville (8,3 km a 5,2%), uma escalada irregular que inicia com 160km após a largada e deve decidir a etapa. Embora a média total não impressione, os primeiros 3 km têm mais de 8% de inclinação, com picos que chegam a 16%. As últimas centenas de metros também são íngremes, com picos de dois dígitos.

Favoritos à vitória da etapa
Com mais uma chegada em subida, espera-se a atuação direta dos principais candidatos à classificação geral. Até o momento, Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) tem mostrado uma leve superioridade nas escaladas, mas João Almeida (UAE Emirates-XRG) já demonstrou que tem condições de reverter os 48 segundos de desvantagem.

Outro destaque é Tom Pidcock (Q36.5), que ocupa a 3ª posição geral e vem consolidando sua presença no pódio, aproveitando um percurso que se adapta bem ao seu estilo, pode atacar forte no trecho mais duro da última subida.
Também no top 10 estão ciclistas que poderão tirar proveito da marcação entre os dois líderes. Jai Hindley (Red Bull BORA-Hansgrohe) em 4º lugar, está a apenas 32 segundos do rival Tom Pidcock, e uma vitória escapado pode colocá-lo no pódio virtual.

Além dele, Felix Gall (Decathlon AG2R) em 5º e Giulio Pellizzari (Red Bull BORA) em uma disputa direta pela camisa branca com Matthew Riccitello (Israel-Premier Tech), podem determinar o triunfo da etapa.
Caso a fuga aconteça, há muitas opções possíveis. Abel Balderstone (Caja Rural), Javier Romo (Movistar),
Gianmarco Garofoli (Soudal Quick-Step), Lorenzo Fortunato (XDS Astana), além de Santiago Buitrago (Bahrain Victorious), Egan Bernal (INEOS Grenadiers) e Eddie Dunbar (Jayco AlUla) podem ser possibilidades para o sucesso na etapa.
