Diretor da UAE Emirates projeta a última semana da Vuelta a España “será dividida em três partes, vamos ser combativos a partir de amanhã”, assista o vídeo
O diretor da UAE Emirates, Joxean Fernández Matxin, conversou com o jornal espanhol MARCA durante o 2º dia de descanso da Vuelta a España 2025, nesta segunda-feira.
O basco analisou a estratégia da equipe para tentar reverter a desvantagem de João Almeida em relação ao líder Jonas Vingegaard. Em suas palavras, a ambição é clara: “Se perdermos, será tentando vencer até o último dia”.

“Três etapas de montanha, além do contrarrelógio, tentaremos todos os dias”
Restando 5 dias de competição, sem contar a chegada em Madri, a diferença entre Almeida e Vingegaard é de 48 segundos. Matxin reconheceu a dificuldade, mas garantiu que a equipe tentará de todas as formas.
“Sim, no papel, temos três etapas de montanha: terça, quarta e a Bola del Mundo, além do contrarrelógio. Tentaremos todos os dias”.
“O contrarrelógio será muito difícil porque Jonas é um ciclista que sabe lidar com eles incrivelmente bem em Grand Tours. É verdade que ele não se saiu tão bem neste Tour; ele foi superado por Tadej por um minuto, e também não houve grandes diferenças para Almeida (7 segundos a favor do português)”.

“Temos que nos esforçar muito a partir de amanhã”
“E nas montanhas, temos que nos esforçar muito a partir de amanhã; temos que tentar aproveitar as oportunidades que cada dia oferece. Se não vencermos esta Vuelta, que seja tentando todos os dias e sem nos arrependermos de nada”.
Questionado sobre a importância do trabalho em equipe, Matxin foi enfático:
“Temos que tentar de todas as maneiras possíveis. Haverá etapas em que o próprio percurso determinará uma seleção natural e, em outras, podemos considerar algo coletivo. Teremos que agir de maneiras muito diferentes dependendo do dia”.

A confiança em João Almeida “com essa convicção ele já está a 50% do caminho”
O diretor também destacou a mentalidade ofensiva de João Almeida como fator determinante: “É uma questão de querer fazer. Com essa convicção ele já está a 50% do caminho. Depois, é só uma questão de encontrar o momento certo e ter as melhores pernas, tanto para ele quanto para o resto da equipe”.
Apesar das limitações após sua lesão no Tour de France, Matxin acredita que o português segue em evolução dentro da Vuelta:
“Certo, isso é óbvio porque vimos isso acontecer nessas duas semanas. É verdade que ele não conseguiu se preparar e ter a altitude ideais para um Grand Tour, e isso pode ser um obstáculo. Mas não estamos pensando no que não foi feito, mas sim no presente e no que está por vir. Vamos ser combativos a partir de amanhã”.

A desvantagem para Vingegaard “tem que ser dividida em três partes”
Sobre os 48 segundos que separam Almeida do líder dinamarquês, Matxin detalhou o desafio:
“Tem que ser dividido em três partes: o que acontece até o contrarrelógio, o contrarrelógio em si e apó o contrarrelógio. É muito difícil porque, além dessa distância, tem o contrarrelógio, onde o Jonas pode fazer a diferença, e depois tem a Bola del Mundo. Mas vamos dar tudo de nós”.
Entre vencer a classificação geral ou alcançar 100 vitórias na temporada, o que você escolheria?
Vencer a Vuelta e chegar às 100 vitórias. Agora ainda posso escolher (risos). O que quero enfatizar é a importância da classificação geral. Já vencemos as etapas; disputamos a pequena prova onde pudemos e tivemos a oportunidade de conquistar vitórias na fuga, mas agora é hora de buscar a grande.