“O melhor ciclista vencerá: Tadej Pogacar” Campeão do Giro d’Italia analisa o percurso do Mundial e crava seu favorito
O Campeonato Mundial de Ciclismo em Ruanda, um dos últimos grandes eventos da temporada de 2025, começa neste fim de semana.
A programação abre com as provas de contrarrelógio neste domingo e, na semana que vem, será disputada a corrida de estrada da elite masculina, no dia 28 de setembro, com 267 km e oficialmente 5.500 metros de desnível acumulado.
Para o vencedor do Giro d’Italia de 2017 e campeão mundial de contrarrelógio Tom Dumoulin, não há mistério sobre quem deve vencer o Campeonato Mundial de Estrada de 2025.

“Você mal tem um momento para descansar”
O holandês visitou o trajeto em Kigali a convite da revista RIDE e chegou a uma conclusão imediata: “É muito difícil”, declarou, sem esconder a surpresa.
“É muito difícil. É basicamente subida após subida após subida. Você mal tem um momento para descansar. Porque as descidas são bem largas e retas. Então, você desce muito rápido. E então, muito rápido, volta para a próxima subida.”


“O Mur de Kigali é realmente de matar”
Um dos pontos mais desafiadores do percurso é o famoso Mur de Kigali (0,3km a 13,7% com 16,4 máx), que desperta sentimentos mistos em Dumoulin.
“É bom que eles só façam o Mur de Kigali uma vez. É muito difícil, embora eu teria preferido que fosse um pouco mais atrás na final. É realmente de matar.” A subida está situada a mais de 100 km da linha de chegada, o que possibilita uma recuperação para quem perder o grupo principal.

“Há uma subida muito difícil antes da chegada, tudo desmoronará ali”
Mesmo acostumado a percursos difíceis, Dumoulin destaca que Ruanda oferece um nível de exigência elevado. A Côte de Kimihurura, por exemplo, é uma subida de 1,3 km a 6,2% e 9,7% máx. Além disso, ele ressalta a boa qualidade das estradas.
“As estradas são excelentes, exceto pelos paralelepípedos, é claro. Mas isso é definitivamente um ponto positivo”.
“Há uma subida muito difícil, logo antes da chegada (Côte de Kimihurura). Tudo desmoronará ali. Depois disso, é um pouco plano, e o último quilômetro é basicamente só subida. Os últimos 3 ou 4 km do percurso são praticamente só em subida.”

“Não consigo pensar em outro nome além de Tadej Pogacar”
Diante de um percurso tão exigente, Dumoulin aposta no talento individual para definir o campeão. “Muito difícil, sempre em subida. O melhor ciclista terá a vitória garantida aqui. Normalmente, não consigo pensar em outro nome além de Tadej Pogacar”, afirmou, sem hesitar.
