Campeonato Mundial de Ciclismo: Austrália é bicampeã no Revezamento Misto, confira os resultados e a chegada
A Austrália confirmou seu domínio no Campeonato Mundial de Estrada da UCI ao vencer novamente o revezamento misto, desta vez no exigente percurso de Kigali, Ruanda.
A equipe australiana repetiu o feito de 2024, agora ao superar a França por apenas 5 segundos de diferença. A Suíça completou o pódio, 18 segundos atrás, após sofrer um revés com um problema mecânico de Marlen Reusser.

Mais um percurso desafiador em Kigali
O revezamento misto foi disputado em um trajeto de 42,4 km, no qual os três homens e as três mulheres de cada equipe percorreram o mesmo circuito de 21,2 km.
A largada aconteceu no Centro de Convenções de Kigali, seguindo por estradas sinuosas até a Côte de Nyanza (2,5 km a 5,8%) e depois a Côte de Kimihurara (1,3 km a 6,3%). No topo, os homens completavam mais 900 metros até retornarem ao Centro de Convenções, onde as mulheres iniciavam sua prova.

Desistências e equipes favoritas
Algumas potências do ciclismo, como a Holanda, não participaram do revezamento misto, mas outras seleções investiram pesado no título.
A França, por exemplo, alinhou um time considerado muito forte, Maeva Squiban, Juliette Labous e Cedrine Kerbaol na prova feminina; Bruno Armirail, Paul Seixas e Pavel Sivakov na masculina, sendo apontada como favorita.

As primeiras equipes a competir foram nações africanas e a China; enquanto França e outros países mais fortes entraram em ação no final da tarde.
Bélgica fora da disputa
A China iniciou forte, marcando o tempo mais rápido no primeiro bloco de largada, mas seleções como Espanha e Bélgica vieram mais tarde.
A equipe masculina belga, uma das favoritas, perdeu Florian Vermeersch, devido a um problema mecânico, restando apenas Victor Campenaerts e Jonathan Vervenne, com as belgas Marieke Meert, Tess Moerman e Julie Van De Velde não conseguindo reverter o cenário, deixando a liderança com a Espanha após dois blocos de largadas.
Última onda: Suíça, França e Austrália na disputa
Na terceira onda, a Suíça (Stefan Küng, Jan Christen e Mauro Schmid) largou bem, abrindo quase 30 segundos sobre a Espanha. Mas a França superou os tempos suíços com uma vantagem mínima.

Os italianos ficaram 14 segundos atrás dos franceses, enquanto os australianos, com Michael Matthews, Jay Vine e Luke Plapp assumiram a liderança com ampla margem.
Liderados por um Jay Vine em grande forma, deram às mulheres australianas (Brodie Chapman, Amanda Spratt e Felicity Wilson-Haffenden) uma vantagem de 33 segundos sobre a França, criando um cenário ideal para defender o título.

Problemas mecânicos e reviravoltas
As suíças começaram fortes, sendo 20 segundos mais rápidas que as francesas no ponto intermediário, mas Marlen Reusser teve problemas mecânicos, deixando Noemi Rüegg e Jasmin Liechti sozinhas.

Mesmo assim, Reusser retomou o ritmo na parte final e recuperou parte do tempo perdido, ultrapassando Liechti e tentando se aproximar das francesas.

Austrália bate França por 5 segundos
Labous e Squiban conseguiram manter a vantagem francesa de 5 segundos na linha de chegada sobre as suíças (Kerbaol já havia sido eliminada), mas precisavam resistir ao ataque da Austrália.
Alemanha e Itália já não eram ameaça, porém as australianas tinham uma boa margem inicial. No ponto intermediário final, Chapman e Spratt (que haviam deixado Wilson-Haffenden para trás) viram sua vantagem sobre as francesas cair para 13 segundos.
Na parte final as australianas mantiveram-se firmes e cruzaram a linha de chegada, com 5 segundos de vantagem sobre a França.

Assim, Chapman, Spratt, Wilson-Haffenden, Vine, Matthews e Plapp garantiram o título mundial no Revezamento Misto. A França ficou com a prata e a Suíça com o bronze.
Assista a chegada de Chapman e Spratt pela equipe australiana
Resultados do Campeonato Mundial de Revezamento Misto 2025


