Mecânico desmente Remco Evenepoel e revela que bicicleta trocada no Mundial não tinha problemas, “ele disse que não deveria ter desistido” afirma técnico
Remco Evenepoel conquistou a medalha de prata na prova de estrada do Campeonato Mundial de Ciclismo de Estrada, em Ruanda, neste domingo.
Apesar do resultado expressivo, os holofotes se voltaram para os problemas mecânicos enfrentados pelo belga durante a corrida, especialmente na segunda troca de bicicleta. Após muita especulação, o próprio ciclista reconheceu que errou na decisão, conforme revelou o técnico da seleção belga.

“Ele mesmo disse que não deveria ter desistido”
O técnico da seleção belga, Serge Pauwels, revelou que abordou o tema com Evenepoel na manhã desta segunda-feira.
“Conversei brevemente com o Remco no café da manhã, e ele mesmo disse que não deveria ter desistido”, declarou Pauwels ao jornal Het Laatste Nieuws. “Mas, claro, foi uma decisão impulsiva, dentro de sua bolha, sem muita informação. Não é tão simples quanto assistir à corrida pela televisão.”
Pauwels fez questão de ressaltar a superioridade do vencedor. “O mais forte venceu”, afirmou o treinador admitindo a superioridade de Tadej Pogacar.

Primeira bicicleta com problema confirmado
De acordo com o mecânico – e primo de Evenepoel – Dario Kloeck o dano ocorreu na primeira bicicleta, antes da troca.
“O selim da sua primeira bicicleta quebrou, depois que ele caiu em um buraco, pouco antes do Monte Kigali. Remco andou com a bicicleta quebrada por muito tempo depois disso”.
“A frente do selim caiu dois centímetros. A braçadeira quebrou e o selim caiu. Não há nada que você possa fazer a respeito.”
A primeira troca de bicicleta ocorreu sem problemas, permitindo que Evenepoel retornasse rapidamente ao grupo perseguidor, logo atrás dos líderes Tadej Pogacar e Isaac Del Toro.

Mecânico garante que 2ª bicicleta não tinha defeito
Entretanto, de acordo com o mecânico, a segunda bicicleta usada pelo belga não apresentava problemas. “Não havia nada de errado com a bicicleta”, afirmou ele ao Het Nieuwsblad.
“Medimos mais três vezes, mas o selim estava na mesma altura da outra bicicleta dele. Descobriremos exatamente o que estava errado em breve, mas acho que foi principalmente frustração. Ele perdeu muito tempo desnecessariamente por causa disso”, concluiu o mecânico.

No entanto, nos paralelepípedos da Côte de Kimihurara (1,3 km a 6,3%), o belga voltou a enfrentar dificuldades, aparentando ser novamente um problema mecânico. Visivelmente irritado, ele ainda tentou ajustar a bicicleta batendo no selim, mas acabou realizando uma segunda troca.