“Manter Tadej Pogacar afastado é um esforço coletivo” Remco Evenepoel concede coletiva e projeta Europeu de Estrada
Após os contrarrelógios, o Campeonato Europeu de Ciclismo na França entra em sua fase de provas de estrada. Remco Evenepoel, um dos favoritos à vitória na prova de domingo, concedeu uma entrevista à imprensa na noite desta sexta-feira.
A grande esperança da Bélgica deixou claro que vê na competição uma oportunidade especial para conquistar uma camisa que ainda não possui em sua coleção de títulos. “Fazia tempo que eu não estava em tão boa forma no final da temporada”, destacou Evenepoel.

“Mais pesado que o Campeonato Mundial”
Analisando o percurso, Evenepoel ressaltou a dificuldade da prova. “É um percurso difícil. Será especialmente duro quando chegarmos a Valence. Suas pernas falarão por si durante as voltas locais”.
“O percurso pode ser mais exigente, no geral, do que o Campeonato Mundial em Ruanda. Será uma corrida mais aberta. Portanto, o posicionamento será mais importante do que em Kigali.”
O ciclista reforçou que a decisão virá na resistência: “Faremos 3 subidas de 20 minutos cada. Ou seja, cerca de 1 hora no total. Quem tiver as melhores pernas vencerá, com certeza.”

“Manter Pogacar afastado é um esforço coletivo”
Um dos pontos centrais da coletiva foi a estratégia contra Tadej Pogacar. Evenepoel reconheceu que enfrentar o esloveno exigirá um trabalho coletivo.
“Manter Pogacar afastado é um esforço coletivo. Esteja eu na frente ou atrás, sempre precisarei dos meus companheiros de equipe. Isso também se aplica à boa posição para as subidas. Temos mapas diferentes, dependendo se é uma corrida curta ou longa.”
Quando questionado sobre a possibilidade de um ataque de longa distância do rival, foi cauteloso:
“Acho que é menos provável. A primeira parte é fácil demais para isso. Acho que só vai ficar perigoso a partir da segunda ou até da terceira volta. Mas é claro que temos que estar sempre vigilantes.”

“O percurso me cai muito bem. Duro e estressante, o que eu gosto”
Evenepoel admitiu que o traçado favorece suas características. “O percurso me cai muito bem. Duro e estressante, o que eu gosto. Lembra muito uma clássica”, afirmou em entrevista ao canal belga VTM.
Com base na preparação que vem apresentando, ele acredita ter reais condições de lutar pela vitória:
“Com a minha forma atual, é possível. Os primeiros 60 ou 79 km não são muito difíceis. Mas a partir da primeira subida longa, fica difícil”.
“Todo o ganho de elevação vem nos últimos 120 km, 3.500 metros de ganho de elevação nesse curto espaço de tempo. O final será mais difícil que o Campeonato Mundial em Kigali.”

“Chegar no final com um grupo de no máximo 10 ciclistas é o ideal”
Pensando na estratégia final, Evenepoel descreveu como enxerga a situação perfeita para buscar a vitória:
“Chegar no final com um grupo de no máximo 10 ciclistas. E então atacar no momento certo e chegar sozinho, esse seria o cenário ideal para mim”.
“Nessa longa subida, haverá uma grande agitação. Os melhores escaladores ficarão lá. Podemos até acabar com um grupo bem pequeno”, finalizou o entusiasmado Remco Evenepoel.
