Diretor da Lidl-Trek rebate acusação polêmica do capitão “ele não está sendo punido, não sei de onde veio isso”

Antes da largada do Tour de Guangxi, na China, Mattias Skjelmose (Lil-Trek), causou polêmica ao afirmar que sua presença na corrida não havia sido uma escolha pessoal, mas uma decisão imposta pela equipe.

O ciclista revelou ainda, que vem enfrentando fortes dores, que limitaram seu desempenho ao longo do ano e que se agravaram na Il Lombardia.

“Bem cedo na Il Lombardia, minha hérnia de disco começou a me incomodar novamente e tive que desistir“, afirmou o ciclista ao Cyclingnews.

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Mattias Skjelmose abandonou o Tour de Guangxi nesta quinta-feira

“Não sei de onde isso veio, mas a informação foi mal interpretada”

O nome de Skjelmose voltou às manchetes nesta quinta-feira, após sua desistência, durante a 3ª etapa da corrida chinesa, devido novamente as persistentes dores nas costas.

Diante de novas especulações, Kim Andersen, diretor esportivo e responsável pelo calendário do ciclista, veio a público negar qualquer tipo de imposição ou retaliação.

Muito foi escrito sobre nós o termos forçado a ir para a China. Não sei de onde isso veio, mas a informação foi mal interpretada”, afirmou Andersen ao site dinamarquês feltet.dk.

É como se eu estivesse fazendo o programa do Mattias para o ano. Então eu deveria puni-lo, e não estou”, deixa claro o diretor.

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Kim Andersen e Mattias Skjelmose

“Se ele tivesse seguido o calendário original, sua temporada teria terminado na Il Lombardia”

Ele explicou que a decisão de incluir o Tour de Guangxi no calendário foi tomada em conjunto, após a saída antecipada de Skjelmose do Tour de France.

“Se ele tivesse seguido o calendário original, com o Criterium du Dauphiné e o Tour de France, sua temporada teria terminado na Il Lombardia. Guangxi não estava planejada desde o início”, completou o diretor.

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Skjelmose na roda de Jhonathan Narváez, na 2ª etapa do Tour de Guangxi

“Se Mattias tivesse dito que não podia pilotar, ele não teria viajado para cá”

“Não era tão grave que ele não pudesse pilotar. Se Mattias tivesse dito que não podia pilotar na China (por causa das costas), então é claro que ele não teria viajado para cá, afirma o diretor.

É uma pena que ele tenha desistido, porque estou convencido de que, com a forma que ele tem, ele teria terminado entre os primeiros da classificação geral”, lamentou Andersen.

Apesar do abandono, Skjelmose permanecerá na China até o fim da competição, neste domingo. O ciclista participará ainda, de um Training Camp com outros atletas da equipe, que integrarão o elenco a partir de 2026.

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