Primoz Roglic abre o jogo sobre a chegada de Remco Evenepoel à Red Bull Bora “espero ter mais paz e liberdade agora”
Quando Primoz Roglic chegou à Red Bul BORA-hansgrohe em 2024, tudo indicava que o esloveno seria o líder absoluto da equipe nos Grand Tours pelos próximos anos.
No entanto, essa estrutura está prestes a mudar, com a contratação de Remco Evenepoel para a temporada 2026. Apesar da chegada do novo nome, Roglic afirma que vê a situação de forma positiva.
Em entrevista ao Cyclingnews, o veterano afirmou que a presença do belga não representa um problema. “Temos que competir contra adversários fortes, então por que deveríamos correr uns contra os outros?”, questionou o esloveno.

A chegada de um novo líder
O bicampeão olímpico Remco Evenepoel ingressará na equipe alemã WorldTeam na próxima temporada, o que promete alterar o equilíbrio interno do time.
Roglic, aos 36 anos, reconhece o talento do jovem colega e demonstra respeito. “Remco é um cara incrível e já conquistou resultados fantásticos na carreira. Espero que ele continue tendo um bom desempenho. Eu não o conheço bem; nunca conversamos de verdade”.
“Nos cumprimentamos quando nos vemos no pelotão, mas não com frequência. Durante o primeiro Training Camp, há uma oportunidade de nos conhecermos melhor. Esse é o primeiro passo da nossa colaboração.”

“Espero ter mais paz e liberdade agora”
Longe de se sentir ameaçado, Roglic acredita que a chegada de Evenepoel pode trazer benefícios para o seu próprio equilíbrio dentro da equipe. O esloveno vê a nova fase como uma chance de aliviar parte da pressão que carregou nas últimas temporadas:
“Espero ter mais paz e liberdade agora. Nesse sentido, a chegada de Remco é positiva. Ela me dá espaço para me afastar um pouco de todas as responsabilidades e atividades fora do ciclismo. A equipe pode contar com um líder mais jovem a partir do ano que vem.”

Um futuro em aberto
O ciclista da Red Bull-BORA-hansgrohe reforçou ao Cyclingnews que prefere não se antecipar sobre o que vem depois “Não quero pensar muito no meu futuro ainda. Nem sabemos se estaremos vivos no ano que vem”.
“Ainda tenho contrato, então normalmente volto a pedalar no ano que vem. E depois? Vamos ver. Estou realmente vivendo um dia de cada vez. Estou feliz por ainda ser um ciclista profissional e poder pedalar“, complementou Roglic.

“Eu não mudaria nada, nem mesmo os acidentes e as decepções”
Roglic comentou também sobre os momentos negativos da carreira, como as quedas em sequência do Tour de France de 2024, que obrigou o esloveno a abandonar a competição.
“Minha carreira teve altos e baixos, mas eu não mudaria nada, nem mesmo os acidentes e as decepções. O ciclismo é um desafio, mas ensina muito sobre si mesmo e sobre a vida.”
O esloveno, sempre mantém os pés no chão, e agradece tudo o que conquistou. “O ciclismo me deu muito e me ensinou a ser feliz. Você se sente vivo, sofre muito, principalmente quando perde ou cai, mas é incrível, é lindo. A vida é uma luta diária, e o ciclismo me ajuda com isso.”

“Agora posso me concentrar no ciclismo novamente, isso me basta”
Apesar de deixar o futuro em aberto, Roglic deixa claro que deseja manter o foco no presente e nas metas concretas que ainda tem pela frente:
“Para 2026, meu objetivo é alcançar coisas reais, conversas e metas. Ainda me reunirei com a diretoria da equipe para discutir o que podemos alcançar juntos no próximo ano. Agora posso realmente me concentrar no ciclismo novamente, e isso me basta”, finalizou Primoz Roglic.