Visma-Lease a Bike critica etapa inicial do Tour de France 2026 “não sou a favor, não chame de contrarrelógio”
O percurso oficial do Tour de France 2026 foi apresentado nesta quinta-feira, em Paris, reunindo representantes das principais equipes do ciclismo mundial.
Entre os presentes estava Richard Plugge, CEO da Visma-Lease a Bike, que concedeu uma entrevista ao canal holandês Indeleiderstrui, logo após o evento, analisando o trajeto e fazendo críticas a alguns aspectos do formato da prova.

“Eles claramente querem manter a luta até o final”
A 113ª edição da Grande Boucle terá início com um contrarrelógio por equipes e uma etapa exigente até Montjuïc, em Barcelona.
O trajeto seguirá com passagens tranquilas pelos Pireneus, uma transição de oeste para leste, um trecho desafiador pelas Montanhas Vosges e, na fase decisiva, duas chegadas marcantes no Alpe d’Huez, nos Alpes franceses.
“O foco está no final”, observou Plugge. “É relativamente mais leve no início do Tour: eles claramente querem manter a luta até o final”, completou o dirigente holandês.
Críticas ao formato do contrarrelógio por equipes
Apesar do entusiasmo com o percurso, Plugge não poupou críticas ao formato do contrarrelógio por equipes na etapa de abertura, onde o tempo será registrado de forma individual e terá a subida de Montjuïc no final.
“Não sou a favor disso”, afirmou. “Você está tirando o aspecto de ‘equipe’”, complementou Plugge.
“Um contrarrelógio por equipes é uma prova em equipe, e o que a torna tão boa é que o registro do tempo do 4º ou 5º colocado, então você tem que levar isso até a chegada. É isso que eu gosto, mas é o que é, e temos que nos adaptar a isso.”

“Não chame de contrarrelógio por equipes, mas de preparação para o fim”
Ele reforçou seu ponto de vista, destacando que o formato atual descaracteriza a essência da modalidade. “Este não é realmente um contrarrelógio por equipes. É mais como uma longa preparação para o líder. Temos que descobrir como lidar com isso”.
“Normalmente, um contrarrelógio por equipes nos convém. Qual é a ideia? Não tenho ideia… talvez fazer algo diferente de novo? Mas então não chame de contra-relógio em equipe, mas de preparação para o fim. Um percurso de preparação para o final em equipe, ou algo assim”, brincou o CEO.
Sistema foi utilizado na Paris-Nice, relembre
⏱ What does the "Paris-Nice format" mean? ⤵
— Tour de France™ (@LeTour) October 23, 2025
The official racing time for each team will be the time set by the first rider crossing the finish line.
For the general classification, each of the individual rider’s times are used.
In this way, a leader dropped before the… pic.twitter.com/ilCAtKNc0h
Sprinters fora da disputa pela Maillot Jaune
Apesar das reservas quanto ao formato, Plugge destacou que o contrarrelógio de abertura traz um efeito positivo para o início do Tour, ajudando a estabelecer uma dinâmica mais controlada no pelotão.
“Com aquele contrarrelógio por equipes na largada, você imediatamente se recompõe, e isso cria uma sensação de calma no pelotão”.
“Quando os velocistas disputam a chegada buscando a camisa amarela, a coisa naturalmente fica agitada e neste caso, já haverá diferenças entre os sprinters”, analisou o dirigente.

“O Alpe d’Huez é sempre lindo“
Richard Plugge também comentou sobre a passagem épica pelo icônico Alpe d’Huez durante a 20ª etapa.
“O Alpe d’Huez é sempre lindo, e passar pelo Col de Sarenne é muito agradável. E ainda mais difícil. Eu gosto disso. Vai ser uma etapa brutal de qualquer maneira, isso é legal. Principalmente com o Sarenne”, finalizou Plugge.
