Volta ao Algarve com nova organização, Federação Portuguesa confirma nova parceria para a realização das principais provas do calendário
A Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) anunciou, nesta quinta-feira, durante uma conferência de imprensa, na sede da entidade, uma nova parceria para a realização das principais corridas de estrada em 2026, incluindo a Volta ao Algarve, a Volta ao Alentejo, além da Volta a Portugal em Bicicleta.
O novo modelo surge após o rompimento do contrato com a Podium Events, organizadora anterior das competições e foi motivada por “incumprimento reiterado das suas obrigações financeiras”, uma situação que, segundo a FPC, se tornou insustentável.

EMEsports de Ezequiel Mosquera assume organização
Embora o antigo contrato dissesse respeito apenas à Volta a Portugal (05.08 a 16.08), à Volta ao Alentejo e à Volta ao Futuro, a Federação Portuguesa incluiu a Volta ao Algarve (18.02 a 22.02) no novo acordo.
A parceria, válida inicialmente para 2026 e com possibilidade de prorrogação, será conduzida pela EMEsports, empresa do ex-ciclista Ezequiel Mosquera, vice-campeão da Vuelta em 2010 e que também organiza a O Gran Camiño, uma garantia de qualidade às competições.

“Tínhamos a responsabilidade de agir com determinação e rapidez“
“Este é um momento essencial para o futuro das nossas grandes provas. Perante o incumprimento reiterado do anterior organizador da Volta a Portugal, não podíamos continuar a adiar decisões” afirmou Cândido Barbosa, presidente da FPC.
“Tínhamos a responsabilidade de agir com determinação e rapidez, encontrando uma solução sólida e credível. A EMEsports reúne a experiência, a credibilidade e a visão internacional que ambicionamos para as nossas competições”.
“A decisão de integrar também a Volta ao Algarve nesta parceria foi natural: permite-nos trabalhar de forma mais eficiente, reforça a negociação com as equipes e potencia a valorização conjunta das três provas”, complementou o dirigente.

Modelo pode se estender além de 2026
Apesar de o modelo estar concebido para vigorar em 2026, Barbosa admite que “poderá estender-se no tempo, caso este primeiro ano confirme o seu potencial”. O objetivo, garante, é modernizar a Volta a Portugal e reforçar o seu impacto.
“A Volta a Portugal é o símbolo maior da modalidade no nosso país, temos a ambição de a modernizar, reforçar o seu impacto e torná-la mais atrativa para todos. Esta parceria para 2026 é um passo decisivo nesse caminho.”

Visão internacional e valorização das corridas portuguesas
Ezequiel Mosquera destacou o significado do desafio assumido pela empresa que lidera. “Assumir um desafio desta dimensão é, para nós, uma enorme responsabilidade, mas também um grande orgulho”, afirmou o CEO da EMEsports.
Mosquera apontou ainda a necessidade de fortalecer o estatuto internacional da Volta a Portugal: “O ciclismo vive hoje uma complexidade crescente e a Volta a Portugal, apesar de ser uma prova singular e com quase um século de história, tem sido prejudicada pelo atual sistema de pontuação.

“Acreditamos profundamente que a Volta a Portugal é Patrimônio Nacional e que tem condições para reforçar a sua projeção internacional. Queremos contribuir para uma prova mais moderna, mais competitiva e mais aberta ao mundo, valorizando o que ela representa para Portugal”, finalizou Ezequiel Mosquera.