Jonas Vingegaard fala francamente sobre sua carreira “não vou continuar no mundo do ciclismo quando parar”
Em uma franca conversa com a TV MIDTVEST, o Bicampeão do Tour de France, Jonas Vingegaard, abriu o jogo sobre os rumos que sua vida poderia ter tomado caso o ciclismo não tivesse prosperado e também sobre como enxerga seu futuro quando decidir deixar as competições para trás.
Vingegaard com dura rotina de estudo, trabalho e treinos noturnos
O dinamarquês lembra que, antes de despontar no pelotão, imaginava um destino bem diferente. “Sempre disse que queria trabalhar com números, provavelmente algo no mundo bancário. Sempre me dei bem com números”, afirmou Vingegaard à TV MIDTVEST.

Durante sua juventude, ele estudou em uma faculdade de negócios em Thisted, na Dinamarca, onde sua rotina era ligada à economia e aos números, assim o setor financeiro parecia o caminho mais natural.
Paralelamente, Vingegaard conciliava treinos noturnos com o árduo trabalho em uma fábrica de peixe em Hanstholm, onde chegava para trabalhar ainda antes do amanhecer, revelou o dinamarquês.
“Sou fascinado por carpintaria”
Com o passar dos anos, e já estabelecido como um dos maiores nomes do ciclismo mundial, Vingegaard descobriu um interesse inesperado: o trabalho manual. “Depois de me tornar adulto e reformar minha própria casa, percebi que gosto de trabalhos manuais mais do que imaginava”, contou.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de seguir um caminho prático após deixar o esporte profissional, ele admite que a ideia não está descartada. “É bem possível. Só o tempo dirá. Sou fascinado por carpintaria.”
Entre sua afinidade com números, o gosto crescente por trabalhos artesanais e a vontade de priorizar a vida familiar, o dinamarquês, com 29 anos começa a refletir sobre o que virá após o pelotão.

“Acho que não vou continuar no mundo do ciclismo quando parar”
Vingegaard admite que não se vê envolvido no ambiente competitivo depois da aposentadoria. “Na verdade, não acho que vou continuar no mundo do ciclismo quando parar”.
“Acho que vou simplesmente aproveitar para ficar em casa com a minha família e estar presente para eles. Além disso, ainda não sei bem o que quero, mas provavelmente vou descobrir”, afirma Vingegaard admitindo a difícil rotina do ciclismo profissional.

“Nem sempre os maiores talentos são os que chegam mais longe“
O dinamarquês também relembra quem fez o ciclismo parecer algo especial quando ainda era criança. Seu grande ídolo era Alberto Contador, um dos 7 ciclistas da história a conquistar o Tour de France, o Giro d’Italia e a Vuelta a España.
Vingegaard já venceu o Tour e a Vuelta, e não esconde o desejo de disputar o Giro d’Italia em 2026. Por fim, ele deixa uma mensagem inspiradora para os ciclistas que sonham em seguir seus passos: “Acho que eu diria para eles continuarem acreditando”.
“Nem sempre os maiores talentos são os que chegam mais longe. Eu mesmo não era um deles, e mesmo assim percorri um longo caminho. Então, continuem e divirtam-se com isso”, finalizou Jonas Vingegaard.
