Tadej Pogacar dá detalhes sobre a temporada 2026 “se trocassem o Giro e a Vuelta seria muito melhor”, assista a entrevista completa

Em visita a Gran Canaria, para um evento promocional, Tadej Pogacar aproveitou para refletir sobre seus objetivos para 2026, especialmente o desejo de completar a trilogia das Grandes Voltas ao conquistar a Vuelta a España.

O esloveno volta a mencionar a dificuldade de conciliar o calendário, sobretudo por causa da proximidade com o principal objetivo da temporada, o Tour de France.

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Pogacar e Urska Zigart presentes em Gran Canaria

“Sempre digo que se trocassem o Giro d’Italia e a Vuelta, seria muito melhor”

Pogacar voltou a destacar sua vontade de vencer a Vuelta a España 2026, completando assim os triunfos nos 3 Grand Tours. No entanto, ele ressalta que o maior obstáculo segue sendo o calendário.

“Sempre digo que se trocassem o Giro d’Italia e a Vuelta, seria muito melhor em termos de condições climáticas e do número de ciclistas que poderiam participar”, afirmou o esloveno, segundo o jornal AS.

A ausência da Gran Canaria na edição de 2026, após sua retirada por causa da presença da antiga Israel Tech no pelotão, foi classificada por Pogacar como “uma pena”.

Mesmo assim, ele reconhece que “as corridas de ciclismo não são a prioridade número um” e demonstrou compreensão pelas circunstâncias.

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Pavel Sivakov também presentes na ilha espanhola

Gran Canaria como centro de treinamento e inspiração

Pogacar elogiou o potencial da Gran Canaria para eventos de alto nível da Vuelta. “Gran Canaria tem potencial para sediar 3 ou 4 etapas de alto nível da Vuelta a España”.

“A ilha tem tudo para ajudar os ciclistas a melhorarem. Tem boas estradas, pouco trânsito e o clima é ótimo para se divertir. Qualquer um pode melhorar graças às condições desta ilha”, destacou.

O esloveno revelou “explorar” ainda mais o território, ao qual prometeu voltar por ser “um paraíso para uma base de treinamento”.

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Remco Evenepoel: “um rival para ficar de olho e com chances de vitória”

Com o calendário ainda em definição até dezembro, Pogacar mostrou ambição ao reafirmar seu desejo de buscar vitórias em duas Clássicas que ainda lhe faltam: a Milan-San Remo e Paris-Roubaix.

Ele admitiu que poderá enfrentarr Remco Evenepoel nessas disputas, descrevendo-o como “um rival para ficar de olho e com chances de vitória” devido à sua boa adaptação a ambos os percursos.

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“Não há nada especial no Tour de France 2026”

Ao analisar o mapa do Tour de France de 2026, o esloveno disse não ver mudanças substanciais. “Não há nada de especial”, comentou, apesar de considerar interessante a largada em Barcelona. Afirmou ainda que o Tour de France permanece em seus planos, “mas ainda há um longo caminho a percorrer”.

Sobre o Campeonato Mundial de Montreal em 2026, onde tentará o tricampeonato, Pogačar classificou o desafio como “muito bonito e difícil de conquistar”, mas sorriu ao afirmar que dará o seu melhor para realizar esse objetivo tão especial.

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“Se eu fizer menos na próxima temporada, será um problema”

Para finalizar Pogacar comentou sobre sua longevidade e suas 8 temporadas no WorldTour, reconhecendo que precisa encontrar motivação “de uma forma diferente” para manter o ponto alto em uma carreira que “passa muito depressa” e “não dura muito mais”.

“Não diria que é mais difícil manter a motivação, mas a pressão é diferente e o stress à sua volta muda. Quando se tem temporadas como a do ano passado, é difícil voltar no ano seguinte e fazer ainda melhor”, refletiu.

O esloveno foi direto ao falar sobre sua exigência pessoal: “Do meu ponto de vista, se eu fizer menos na próxima temporada, será um problema”.

Você tenta atingir o mesmo nível, alcançar os mesmos resultados e mostrar que consegue fazer isso de novo”, concluiu, reforçando sua ambição e seu padrão de excelência.

Confira a entrevista completa

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