Gregário de Jonas Vingegaard admite superioridade de Tadej Pogacar no Tour “ele é de longe o melhor ciclista”, assista o vídeo
Em recente participação no podcast Domestique Hotseat, Matteo Jorgenson analisou sua segunda participação consecutiva no Tour de France defendendo a Visma-Lease a Bike.
Mais uma vez, o norte-americano atuou como um dos principais gregários de Jonas Vingegaard, que terminou a prova na 2ª colocação, atrás do dominante Tadej Pogacar. Ao longo da entrevista, Jorgenson relembrou os momentos mais marcantes da corrida.

“Tentamos encontrar uma fraqueza em Pogacar, ela nunca surgiu”
Jorgenson reconheceu que a Visma tentou todos os caminhos possíveis para enfraquecer o esloveno ao longo das três semanas. A equipe acreditava que seria necessário criar situações incomuns para superar Tadej Pogacar.
“Acho que tentamos todas as estratégias possíveis contra o Pogačar, porque é improvável que você consiga vencê-lo no mano a mano em uma situação normal. Então, estávamos procurando maneiras criativas, digamos assim, de derrotá-lo”, afirmou Jorgenson no podcast.
Segundo o americano, o plano inicial era identificar alguma vulnerabilidade de Pogacar nas primeiras etapas do Tour. Mas essa oportunidade nunca apareceu.
“A ideia era encontrar, em algum momento durante os primeiros 10 dias do Tour, uma fraqueza em Pogacar, e nunca a encontramos. Ele fez uma corrida impecável, com exceção de uma queda, da qual não tiramos proveito.”

“Fiquei muito doente com uma infecção pulmonar
Depois de um começo promissor, Matteo Jorgenson viu suas próprias ambições ruírem ao adoecer no primeiro dia de descanso. “No primeiro dia de descanso, fiquei muito doente com uma infecção pulmonar e simplesmente não consegui ter energia nas altas montanhas”, relatou.
A consequência foi dura: ele caiu da 5ª colocação ao fim da primeira semana para a 19ª posição no encerramento da competição.

“Ele é de longe o melhor ciclista que já vi competir“
Mesmo sem conseguir desestabilizar o líder da UAE Emirates, Jorgenson não escondeu sua admiração pelo rival, ao mesmo tempo em que rebateu críticas às estratégias da Visma.
“Acho que ele é de longe o melhor ciclista que já vi competir. E acho isso fantástico para o esporte, mas como rival dele, você está sempre procurando por pontos fracos… E se você não fizer isso, o Tour ficaria muito chato.”
Ele também argumentou que o Tour seria menos interessante sem as investidas da equipe holandesa.
“Respondo às críticas de algumas pessoas sobre como algumas de nossas táticas para tentar derrotá-lo são inúteis, e penso: bem, como seria o Tour se nós, como equipe, não estivéssemos lá, já que muitas vezes somos a única equipe tentando enfrentá-lo?”

Mesmo reconhecendo a dificuldade extrema de encontrar falhas no esloveno, Jorgenson reforçou sua postura competitiva. “Pogacar é o tipo de competidor em que é difícil encontrar qualquer tipo de fraqueza, mas eu sempre acredito que podemos vencer”.
“Se você não acredita que pode vencer, então não faz sentido comparecer e fazer todo o sacrifício e preparação prévios”, complementou Jorgenson.

A vitória de Wout van Aert em Paris: “algo que não vou esquecer“
Um dos momentos mais especiais do Tour de France para Jorgenson veio na etapa final, quando ele trabalhou contribuiu para a vitória de Wout van Aert no circuito molhado da Champs-Élysées, após a fuga decisiva em Montmartre.
“Foi algo que não vou esquecer. Principalmente a forma como o Wout venceu, deixando o líder da classificação geral para trás. Eu estava logo atrás, prestes a ser ultrapassado, e pude ver tudo acontecendo diante dos meus olhos”, relembrou.

A emoção também marcou o encerramento do Tour: “Fiquei super feliz pelo Wout e simplesmente feliz naquela noite por poder comemorar o fim do Tour em grande estilo”.
“Acho que perdemos para um ciclista melhor (Pogacar na Classificação Geral), genuinamente um ciclista muito melhor, mas ainda assim conquistamos coisas como equipe, como aquela vitória, foi uma sensação muito boa”, finalizou Matteo Jorgenson.
Muito bom os vossos comentários e posts. Sou um cicloturista praticante e adoro ciclismo . Obrigado