Novo ciclista da UAE Emirates será gregário de Tadej Pogacar em Monumento “trabalhar para ele não é a mesma coisa que seguir rodas”, assista o vídeo
Depois de uma temporada 2025 extremamente complicada, Benoit Cosnefroy vive um recomeço na carreira. O francês iniciou a temporada 2025 em maio, no Tour de Romandie e acabou encerrando o ano de forma precoce no Tour de Suisse, após mais uma das diversas quedas que enfrentou.
Agora, os 30 anos, ele deixa a Decathlon AG2R La Mondiale para vestir as cores da UAE Emirates-XRG em um contrato de dois anos, em uma das transferências mais surpreendentes da temporada.

“Estou pedalando com o melhor ciclista do mundo”
Em entrevista ao canal francês Cyclism’Actu, Cosnefroy detalhou os bastidores da negociação e seu entusiasmo em trabalhar com Tadej Pogacar. “Para mim, é um desafio, porque antes de tudo estou pedalando com o melhor ciclista do mundo”, disse Cosnefroy.
“Nos últimos anos, era difícil contrariar um plano que envolvia o Tadej, era frustrante, mas agora estou mudando de lado, então será interessante. Normalmente, estarei do lado vencedor.”

“Eu havia dado minha palavra a uma equipe, mas não deu certo“
A chegada de Cosnefroy à UAE Emirates só foi concretizada no fim de setembro, após meses de incerteza em um verão particularmente agitado no pelotão profissional.
“Com o fechamento da Arkea e a fusão (da Lotto com a Intermarché-Wanty), houve muitas mudanças que não foram necessariamente positivas para o mundo do ciclismo. Então, foi um mercado muito tenso.”
“Recebi várias ofertas em junho. Eu havia dado minha palavra a uma equipe, mas não deu certo. Na segunda rodada de negociações, a UAE fez a primeira oferta. Recebi a resposta da equipe bem tarde, mas deu tudo certo. Estou muito feliz”.

Gregário de Tadej Pogacar na Liège-Bastogne-Liège
Na UAE Emirates, Cosnefroy terá um papel mais direcionado às clássicas, sem Grand Tours no programa, mas com espaço para buscar resultados em algumas provas, além de trabalhar para Tadej Pogacar na Liège-Bastogne-Liège.
“Participarei do Challenge Mallorca, nos primeiros quatro dias, em seguida, algumas corridas na França, principalmente a Drôme-Ardèche no final de fevereiro, e depois o Grand Prix du Morbihan”.
As clássicas das Ardenas continuam sendo um objetivo claro para o francês. “Claro. Tenho as 4 nas Ardenas: De Brabantse Pijl, Amstel, Flèche e a Liège-Bastogne-Liège (onde trabalhará para Pogacar)”.

“Trabalhar para Pogacar não é a mesma coisa que seguir as rodas”
“Não terei uma equipe correndo por mim o dia todo, mas poderei jogar minhas cartas na final, e isso é o mais importante“, complementou o francês.
Mesmo sem alinhar constantemente ao lado de Tadej Pogacar, a mudança de perspectiva já é evidente. “Quando você está no trem com um plano para garantir que tudo corra perfeitamente para Tadej, não é a mesma coisa que estar no pelotão e seguir as rodas”, acrescentou Cosnefroy.
“No final, você está em uma posição vencedora, então isso é legal”, finalizou Benoit Cosnefroy.”