“Sinto um desejo de revanche” Filippo Ganna revela sentimento após derrotas na temporada
Filippo Ganna concedeu entrevista ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport e analisou o momento atual de sua carreira, projetando o futuro com foco especial na temporada de 2026.
Apesar das inúmeras boas atuações, a última vitória em linha do italiano da INEOS Grenadiers foi durante o Tour da Áustria em 2024.
Em 2025, Ganna venceu somente Contrarrelógios e reconhece que a ausência de vitórias pesa. No entanto ele vê a próxima temporada como uma oportunidade para mudar esse cenário.

“O trabalho recomeçou e até agora está indo muito bem”
Antes de retomar a rotina de treinos, Ganna aproveitou um período de descanso, marcado por um momento especial fora do ciclismo.
“Primeiro, tirei umas férias. Foi especialmente maravilhoso participar do casamento de Fernando Gaviria na Colômbia, com tantos amigos. O trabalho recomeçou há algum tempo, e até agora está indo muito bem.”

“Conquistei muitos segundos lugares, sinto um desejo de revanche“
O calendário de 2026 promete ser intenso para o italiano, com clássicas e Grand Tours no radar, além do Campeonato Mundial no Canadá. Questionado sobre o espírito com que pretende encarar desafios como a Milan-Sanremo, Paris-Roubaix, Giro d’Italia e Tour de France, Ganna foi direto.
“Simples. Nas últimas temporadas, tenho conquistado muitos segundos lugares. Muitos mesmo. Do meu ponto de vista… eles precisam se transformar em primeiros lugares. Em vitórias. No fundo, sinto um desejo de revanche”.
“Ano que vem farei 30 anos, mas isso não significa que eu não possa dar um salto ainda maior. Até porque os outros também estão melhorando. Nesse sentido, o ciclismo será cada vez mais extremo.”
Para alcançar esse novo patamar, Ganna admite que pode diminuir o número de competições ao longo da temporada. “Talvez competir um pouco menos. Mas quando for correr, vou para ganhar.”

Milan-Sanremo: “Uma fração de segundo pode fazer a diferença”
Entre as provas que mais o motivam está a Milan-Sanremo, Monumento que esteve muito perto de conquistar. Para o italiano, não se trata de reinventar seu estilo, mas de refinar o que já funciona.
“Em vez de mudar, tente fazer as mesmas coisas um pouco melhor. Principalmente na Milan-Sanremo, o Monumento ao qual cheguei mais perto. Já mostrei que posso estar lá. Uma fração de segundo pode fazer a diferença entre o sucesso e a derrota.”

“Estabeleci tempos recordes, não foi suficiente”
Ao falar sobre progresso, Ganna citou o último Campeonato Europeu de contrarrelógio como exemplo claro de evolução, apesar de ter ficado com a medalha de prata, atrás de Remco Evenepoel. ““No Contrarrelógio do último Campeonato Europeu, na França, fiquei com a prata, atrás de Evenepoel”.
“Estabeleci tempos recordes, que não alcançava desde o contrarrelógio de Valdobbiadene no Giro d’Italia de 2020, e na verdade, progredi ainda mais em comparação com aqueles. Não foi o suficiente para vencer, mas é preciso mais para me desanimar.”
Ao ser lembrado de que Evenepoel pensa em tentar superar seu próprio Recorde da Hora, de 56,792 km, Ganna respondeu com tranquilidade e um toque de mistério. “Que bom! Veremos…”

Milan-Sanremo é desejo, Paris-Roubaix incógnita
Se a Milan-Sanremo aparece claramente como um objetivo concreto, a Paris-Roubaix ainda representa um desafio em aberto para Ganna, que reconhece as dificuldades até aqui. “É verdade. É uma realidade com a qual temos que lidar. Digamos que a Milan-Sanremo… eu quero. Está lá”.
“Quanto a Paris-Roubaix, tenho que tentar sempre que tiver oportunidade. Nunca encontrei o momento certo, muitas vezes chego lá um pouco em baixa. Quem sabe, talvez em 2026 as coisas mudem…”, finalizou Filippo Ganna.