Juan Ayuso recebe fortes críticas de ciclista da UAE Emirates “ele era bom quando trabalhavam para ele, não é meu amigo”
Juan Ayuso encerrará sua trajetória na UAE Emirates no final deste mês, colocando um ponto final em sua passagem de 5 anos pela equipe. No entanto, o desfecho dessa relação esteve longe de ser sereno, especialmente após o episódio envolvendo Tadej Pogacar durante o Tour de France de 2024.
Florian Vermeersch, que está encerrando sua 1ª temporada pela equipe, fez um comentário franco sobre a saída de Ayuso mesmo tendo convivido pouco tempo com o espanhol. O belga admite não ter a melhor imagem do espanhol, agora na Lidl-Trek, conforme revelou ao canal Bahamontes.

“Sentiremos menos falta dele por causa do ambiente da equipe”
Apesar de ainda ter recebido um papel de líder no Giro d’Italia 2025, Ayuso teve sua prova comprometida por uma queda. Em um elenco repleto de talentos, rapidamente Isaac del Toro assumiu a liderança da equipe, finalizando o Giro na 2ª posição, abrindo o caminho para a saída de Ayuso.
Curiosamente, Juan Ayuso e Florian Vermeersch nunca chegaram a competir juntos, ainda assim, o belga deixou claro que não tem uma boa imagem do espanhol, “sentiremos menos falta dele por causa do ambiente da equipe”, afirmou Vermeersch, admitindo que, com Ayuso o ambiente talvez não fosse o mais tranquilo.

“Ele pedalou 20 metros à frente do grupo o tempo todo”
O belga, atual Campeão Mundial de Gravel e um dos principais gregários de Tadej Pogacar nas Clássicas da primavera vai além, ao descrever sua impressão do espanhol.
“Ayuso certamente não é meu melhor amigo, então não o conheço bem. Fiz um período de treinamento com ele, e ele pedalou 20 metros à frente do grupo o tempo todo”, revelou Vermeersch.
“Então, ele definitivamente não é um jogador de equipe”, completou o belga em entrevista ao canal Bahamontes.

“Ele era bom para os colegas quando trabalhavam para ele”
Apesar das críticas, Vermeersch reconhece o valor esportivo de Ayuso, mas reforça que sua ausência será menos sentida no convívio diário do grupo.
“Ouvi dizer que ele era bom para os colegas quando eles estavam trabalhando para ele e tudo vai bem, mas quando ele próprio não está bem ou quando precisa retribuir o favor, como no Giro, as coisas geralmente dão errado”, acredita Vermeersch.
“Com certeza sentiremos falta de algumas vitórias sem ele, porque ele é e continua sendo um ciclista de nível mundial. Mas sentiremos menos falta dele em termos de ambiente de equipe”, admite Florian Vermeersch.

Comparação com Tadej Pogacar
Ao falar de Tadej Pogacar, Vermeersch adota um tom diferente. “Ele é um cara super tranquilo e um ciclista de equipe incrível”.
“Foi assim que o conheci logo de cara, quando saímos com os ciclistas por algumas noites a sós durante os primeiros dias de equipe em Abu Dhabi, no ano passado. Ele adora promover um senso de comunidade“, finalizou Florian Vermeersch.