Tadej Pogacar concede franca entrevista “se tivesse que parar de correr hoje, ficaria muito feliz”
Após uma temporada considerada por muitos como irrepreensível, Tadej Pogacar (UAE Emirates) volta a ser o centro das atenções. A expectativa após o amplo domínio em 2025, é saber se ele conseguirá ir além do que apresentou na recente temporada.
Às vésperas do Natal, Pogacar falou ao canal Sky Sports sobre sua relação com o ciclismo, suas motivações e o combustível que o mantém competitivo em um esporte tão exigente. “Adoro ciclismo desde que comecei a competir em 2008”, iniciou o Bicampeão Mundial.

“Penso corrida a corrida e dou o meu melhor, o resto não importa”
Mesmo após tantas conquistas, o vínculo de Pogačar com o ciclismo permanece inabalável. O esloveno relembra suas origens e deixa claro que a paixão pelo esporte sempre foi maior do que os resultados.
“Mesmo quando estava no final do pelotão, pensava em como este esporte era lindo e nunca quis parar. A cada ano fica melhor; o ano passado foi praticamente perfeito e será difícil superar na próxima temporada”.
“Mas não penso nisso, aproveito o momento e penso corrida a corrida: darei o meu melhor, veremos qual será o resultado no final e o resto não importa.”

“Se tivesse que parar de correr hoje, ficaria muito feliz“
Com um currículo recheado de vitórias e títulos, Pogacar afirma estar em paz com tudo o que já construiu no ciclismo profissional.
“Se por algum motivo eu tivesse que parar de correr hoje, ficaria muito feliz com o que conquistei na minha carreira. Cheguei a um ponto em que não tenho mais nada a ganhar ou a perder.”
Três Grand Tours no mesmo ano? “São muitos dias longe de casa”
Entre torcedores e especialistas, é comum a especulação sobre a possibilidade de Pogacar disputar, e vencer Giro d’Italia, Tour de France e Vuelta a España na mesma temporada. O próprio ciclista, porém, trata o tema com realismo e bom humor.
“Não é fácil: além das 21 etapas de cada Grande Volta, ainda tem todo o risco de desistências… e são muitos dias longe de casa”, ele ri.
“É muito mais viável disputar os cinco Monumentos na mesma temporada. Mas nunca diga nunca, talvez um dia eu tente disputar todas as Grandes Voltas em um ano. Veremos o que o futuro reserva.”

“Paris-Roubaix, uma clássica indescritível e única”
Se os 3 Grand Tours não estão no radar imediato, uma clássica específica segue como meta clara: a Paris-Roubaix. Mesmo sem vitória, a prova deixou marcas profundas no campeão mundial.
“Claro, tenho boas lembranças de várias corridas, mas quero mencionar uma que não venci, mas da qual participei pela primeira vez na vida: a Paris-Roubaix , uma clássica indescritível e única.”

Por fim, Pogacar fez questão de destacar a importância das pessoas que o acompanham fora das competições, especialmente sua companheira, a ciclista Urska Zigart.
“Sem ela, acho que teria sido muito mais difícil alcançar o sucesso. Só posso agradecê-la imensamente por estarmos juntos em todas as fases de nossas carreiras e vidas. Simplesmente fantástico.”