Ciclista português vive momento delicado no WorldTour, atleta teria apresentado falha no sistema antidoping e não tem contrato renovado

O ciclista português Ruben Guerreiro, de 31 anos, atravessa um momento particularmente sensível em sua carreira profissional.

Após duas difíceis temporadas na Movistar, surgiram informações de que o atleta teria enfrentado recentemente problemas relacionados ao controle antidoping, fator que ajuda a explicar sua atual situação sem equipe, conforme revelou o canal AS.

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De destaque no Giro d’Italia ao anonimato no pelotão

Com passagens por Trek-Segafredo, equipe pela qual conquistou o Campeonato Português de Estrada em 2017 — e pela Katusha, foi na EF Education que Guerreiro atingiu o ponto alto da carreira ao ingressar na equipe em 2020.

Seu maior feito veio no Giro d’Italia, quando venceu a etapa com chegada em Roccaraso e ainda garantiu a Classificação de Montanha. Posteriormente, em 2022, somou mais um triunfo relevante ao vencer o Desafio do Mont Ventoux. Esses resultados chamaram a atenção da Movistar, que decidiu contratá-lo para a temporada de 2023.

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Resultados escassos e contrato não renovado

Apesar da expectativa, a passagem de Ruben Guerreiro pela equipe espanhola foi marcada por poucos resultados expressivos. Em 2023, ele venceu o Saudi Tour (atual AlUla Tour), incluindo uma etapa, seus únicos triunfos com as cores da Movistar e também a última das suas 5 vitórias como profissional.

Desde então, o ciclista passou a lidar com lesões frequentes, que comprometeram seu rendimento. Em 2025, seu melhor resultado foi apenas um 9º lugar no Tour du Finistère. Ao fim da temporada, a Movistar optou por não renovar o contrato, deixando Guerreiro sem equipe para 2026

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“Falha no Preenchimento do sistema antidoping”

Houve outro fator determinante para a decisão da equipe espanhola. Conforme confirmado pelo AS, Ruben Guerreiro não reportou uma viagem realizada em 2025 ao sistema ADAMS, plataforma obrigatória na qual os ciclistas devem informar sua localização para eventuais controles antidoping.

Esse tipo de infração é classificado como “Falha no Preenchimento”, situação que ocorre quando o atleta não fornece as informações exigidas dentro dos prazos estabelecidos ou o faz de forma incorreta ou incompleta.

O sistema também exige que os ciclistas declarem o uso de medicamentos ou substâncias que possam gerar um teste positivo, mas que sejam permitidas por prescrição médica, conhecidas como AUTs (Autorizações de Uso Terapêutico).

Sem contrato e envolvido em um episódio delicado, Ruben Guerreiro vive um dos momentos mais difíceis de sua carreira. Resta saber se o português conseguirá superar os obstáculos recentes e reencontrar o caminho que, há poucos anos, o levou a competir nas principais provas do WorldTour

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