Gregário de Jonas Vingegaard revela “choque de realidade” após o Tour: “se quiser vencer, preciso progredir”; assista o vídeo
Matteo Jorgenson reconheceu que a temporada de 2025 representou um verdadeiro “choque de realidade”, no que diz respeito ao seu sonho de vencer um Grand Tour.
Em entrevista ao canal da Visma-Lease a Bike, o americano revelou que apesar de trabalhar para Jonas Vingegaard seu principal desejo como ciclista profissional após a nova realidade é vencer uma etapa no Tour de France, além de admitir sua cautela para renovar seu contrato com a equipe holandesa.

“O ano passado me trouxe um choque de realidade”
Jorgenson chegou à Visma vindo da Movistar em 2024 e em sua primeira temporada venceu a Paris-Nice, repetindo o feito em 2025. Apesar disso, aos 26 anos, ele ainda é visto pela equipe, como um ciclista em desenvolvimento, podendo, no futuro, brigar por títulos em Grandes Voltas.
O desempenho de Jorgenson em Grand Tours é promissor: em 2024, terminou em 8º lugar no GC do Tour de France, encerrando em 19º em 2025. O americano continuou mostrando consistência, com o 10º lugar na Vuelta 2025, competição trabalhando no apoio a Jonas Vingegaard rumo ao título geral.
“Se você me perguntasse há 12 meses, eu diria que realmente queria vencer um Grand Tour, e acho que o ano passado me trouxe um choque de realidade, me fazendo pensar se isso é realmente viável”, afirmou Jorgenson.

Extensão de contrato e reflexão pessoal
Antes do Tour do ano passado, o ciclista assinou uma renovação contratual que o manterá na Visma até 2029. No entanto, a decisão não foi imediata.
“Levei muito tempo para concordar com a prorrogação. A proposta surgiu no início do ano e precisei de meses para me sentir confortável com a ideia. Ser ciclista exige muito sacrifício. Estou ciente de quanta coisa estou abrindo mão em outras áreas da minha vida, e queria me sentir bem”.
“Foi um momento muito importante quando assinei o contrato. Fico muito feliz por ter refletido sobre esse processo, analisando minha vida, e agora ter um compromisso de longo prazo.”

“Se eu quiser vencer uma Grande Volta, preciso progredir“
Apesar das dúvidas, o americano segue motivado a evoluir. Para ele, o desafio está em definir prioridades e traçar um caminho claro dentro da equipe. E este caminho passa pela liderança da equipe em um Grand Tour.
“Acho que no futuro eu gostaria de fazer (liderar a equipe em um Grand Tour). Não sei se será este ano ou quando, mas gostaria de tentar. Pode ser que nunca dê certo, mas seria bom tentar. É um sonho, com certeza”, declarou.
“Se eu quiser vencer uma Grande Volta, preciso progredir. Eu realmente não sei se é possível e isso me preocupa um pouco, mas a equipe e as pessoas ao meu redor me dizem que é possível e acreditam nisso, então isso me ajuda a acreditar também.”

“Quero vencer uma etapa do Tour, isso me escapou durante toda a minha carreira“
Além das ambições em classificações gerais, Jorgenson revelou um objetivo pessoal que ainda não conseguiu alcançar: vencer uma etapa do Tour de France.
“Quero vencer uma etapa do Tour de France. Isso me escapou durante toda a minha carreira e sinto uma fome por isso, como em nenhuma outra corrida, na verdade. Eu realmente gostaria de fazer isso e, se algum dia tiver a oportunidade, espero que sim”, afirmou.
Ele reconhece que, dentro da Visma, as chances dependem de diversos fatores. “Quer dizer, você só precisa que as estrelas se alinhem, porque nesta equipe estamos aqui pelo Jonas Vingegaard e eu estarei lá para ajudá-lo”.

“Então, você realmente precisa que as estrelas se alinhem para que você esteja saudável, ele esteja em uma posição segura o suficiente e haja uma etapa que lhe favoreça e você consiga entrar na fuga para que essas coisas aconteçam.”
Ainda assim, Jorgenson finaliza mantendo a esperança. “Acho que tenho uma chance de isso acontecer e só preciso esperar. Ter paciência“, finalizou o americano.