Capitão da Visma-Lease a Bike admite falha após derrota “foi um erro de cálculo”, assista o vídeo
Matthew Brennan esteve muito próximo de conquistar sua 2ª vitória na temporada durante a Cadel Evans Great Ocean Road Race, neste domingo na Austrália. O britânico mostrou-se muito ativo durante toda a prova, mas acabou superado no sprint final por Tobias Lund Andresen.
Logo após cruzar a linha de chegada, o jovem prodígio da Visma-Lease a Bike participou da tradicional entrevista rápida e falou com franqueza, admitindo ter cometido um erro que acabou definindo sua derrota: “foi um erro de cálculo”, confessou o jovem de apenas 20 anos.

Corrida controlada e presença constante no grupo da frente
Brennan adotou uma postura ativa durante todo a prova, mantendo-se sempre bem posicionado na parte decisiva da corrida. Mesmo com o pelotão bastante reduzido nos quilômetros finais, ele conseguiu resistir às sucessivas tentativas de ataque.
A cerca de 5 km do final, Santiago Buitrago surpreendeu com uma aceleração repentina. Apenas um pequeno grupo de ciclistas, entre eles Brennan, conseguiu reagir e reduzir a diferença para o colombiano, mantendo vivas as chances de disputa pela vitória.

Erro de cálculo no sprint final
No entanto, no momento decisivo, Brennan acabou se antecipando cedo demais. Segundo ele próprio, a equipe teve papel fundamental em sua boa colocação ao longo do percurso.
“A equipe garantiu que eu estivesse bem posicionado durante toda a corrida”, explicou o jovem britânico posteriormente no site de seu empregador. “Eu sempre estive muito bem posicionado na subida da Challambra Crescent, que é sempre um momento crucial no circuito local.”
Apesar disso, o britânico reconheceu que cometeu um erro na parte final da prova. “No final, eu sempre tive pernas para responder às acelerações, mas infelizmente, acabei começando meu sprint 100 metros antes do necessário. Foi um erro de cálculo”, disse ele.

“Ele atacou um pouco cedo demais” afirma diretor
O diretor da equipe, Jesper Mørkøv, também avaliou o desempenho do time de forma positiva, apesar do resultado final:
“Os rapazes fizeram uma corrida forte, exatamente como planejamos. Controlaram a prova com maestria. Foi uma pena que Anton (Schiffer) tenha se envolvido em uma queda, porque ele certamente poderia ter ajudado Matthew na final.”

Mørkøv destacou ainda a maturidade do jovem britânico nos momentos decisivos: “Como resultado, Matthew ficou um pouco isolado, mas fez uma final impressionante. Ele reagiu aos ataques dos adversários, ao mesmo tempo que soube administrar seu tempo para se poupar para o sprint”.
“No fim, atacou um pouco cedo demais, permitindo que Andresen o ultrapassasse. É claro que gostaríamos de ter vencido aqui, mas um lugar no pódio em uma prova do WorldTour é, sem dúvida, um ótimo resultado”, finalizou o diretor.