Histórico diretor do WorldTour critica fortemente colega “odeio Ralph Denk, a UCI tem medo da Red Bull”, assista o vídeo

Aposentado do ciclismo profissional desde o fim de 2024, o histórico diretor da Soudal Quick-Step, Patrick Lefevere segue atento aos bastidores do esporte.

O belga de 71 anos, passou por um período delicado de saúde, chegando a ficar hospitalizado por 24 dias (pneumonia dupla e abscesso no fígado), e hoje se define como “um sobrevivente”, afirmando ter “chegado muito perto da morte”.

Recuperado, Lefevere decidiu expor antigas insatisfações. No podcast Radio Peloton, do jornal belga La Dernière Heure, o ex-CEO fez duras críticas a Ralph Denk, diretor da Red Bull Bora-hansgrohe e responsável pela transferência de Remco Evenepoel, antes do final do seu contrato.

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Odeio Ralph Denk, ele desrespeitou as regras”

Durante a entrevista, Patrick Lefevere direcionou críticas contundentes a Ralph Denk, diretor da Red Bull-BORA-hansgrohe. Segundo ele, o alemão teria ultrapassado todos os limites, ao tentar insistentemente, contratar Remco Evenepoel enquanto o ciclista ainda possuía vínculo com a Soudal Quick-Step.

“Não gosto da maneira como o ciclismo está evoluindo em relação às quebras de contrato. Vendi o projeto de Remco à Soudal por 5 anos. Depois de 3 anos, os problemas começaram. Ralph Denk ofereceu um contrato a Remco. Desde então, isso não parou”.

“Cheguei a registrar uma queixa na UCI porque existe uma regra que exige que todas as 3 partes concordem para que um ciclista quebre seu contrato. Odeio Ralph Denk. Ele desrespeitou as regras.”

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Patrick Lefevere e Ralph Denk

“Eu poderia ter contratado Wout van Aert”

O ex-CEO, relembrou situações semelhantes do passado para reforçar sua posição. Ele citou um episódio afirmando que tentou a contratação de Wout van Aert.

“A certa altura, eu poderia ter contratado Wout van Aert. Disse-lhe que seria bem-vindo se pagasse a indemnização para rescindir o contrato. Ele não pagou”. Segundo Lefevere, esse tipo de postura demonstra respeito aos contratos, algo que, em sua visão, vem se perdendo no ciclismo moderno.

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“Entrei em contato com o pai de Juan Ayuso

Mesmo com Remco Evenepoel ainda sob contrato, Lefevere admite que tentou se preparar para a possível saída antecipada do astro belga, chegando a sondar nomes que poderiam assumir o papel de líder da equipe.

“Há alguns anos, entrei em contato com o pai de Juan Ayuso, caso Remco saísse. Mas ele estava sob contrato e não demos continuidade”, complementou Patrick Lefevere.

Na época, Ayuso competia pela UAE Emirates XRG, e a negociação não avançou pelo respeito ao vínculo contratual. O espanhol acabou rescindindo seu contrato e se transferindo para a Lidl-Trek.

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“A Red Bull tem recursos financeiros que levariam a UCI à falência”

Lefevere também aproveitou o espaço para criticar a postura da União Ciclística Internacional (UCI), sugerindo que a entidade evita confrontos diretos com grandes patrocinadores.

“A UCI não diz nada porque tem medo da Red Bull. Em caso de processo, a Red Bull tem recursos financeiros ilimitados que levariam a UCI à falência”.

“Posso entender a decisão de Remco de sair? Sim e não. Posso entender que ele esteja farto de sua equipe. Também posso entender que, se ele for ambicioso, pense que a grama do vizinho é mais verde. Só espero que ele não peça para voltar daqui a 2 anos”, finalizou Patrick Lefevere.

Assista o episódio completo do Podcast

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