“A equipe está se desintegrando, há um sério déficit” ex-ciclista faz fortes declarações sobre WorldTeam holandês

A Picnic PostNL encerrou a temporada de 2025 com resultados positivos. Entretanto o WorldTeam comandado por Iwan Spekenbrink sofreu um duro golpe com a saída de seu principal nome, o 4º colocado na classificação geral do último Tour de France, Oscar Onley, para a INEOS Grenadiers.

Para o ex-ciclista profissional e atual analista holandês Thomas Dekker, o episódio representa um sinal bastante preocupante para o futuro da equipe, conforme ele revelou ao podcast Live Slow, Ride Fast, apresentado por Laurens ten Dam e Stefan Bolt.

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Transferência milionária para a INEOS

Mesmo possuindo um contrato de 5 anos, válido até o final de 2027, Onley tornou-se alvo de diversas equipes no WorldTour, após terminar em 4º lugar no Tour de France.

Embora os rumores de uma mudança para a INEOS Grenadiers já circulassem, Spekenbrink teria sido pego de surpresa pela proposta da equipe britânica.

Segundo fontes, a INEOS teria pago uma indenização superior ao que a Red Bull Bora-hansgrohe pagou para contar com Remco Evenepoel (2 milhões de euros).

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Onley com as cores do novo time

Ao comentar a transferência de Onley, Spekenbrink classificou a situação como parte da “nova realidade” do ciclismo profissional. No entanto, Thomas Dekker acredita que o caso vai muito além disso.

“Iwan deveria dizer: ‘Vamos renovar o contrato, você receberá um salário anual de 2 milhões e meio de euros’. Se você tem a ambição de continuar competindo no mais alto nível, então deveria aceitar, mas, é claro, o dinheiro não está disponível”, afirmou o ex-ciclista.

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Oscar Onley ainda com as cores da PicNic PostNL

“A Picnic PostNL está se desintegrando”

Dekker também destacou que a equipe holandesa praticamente não teve alternativa diante da proposta da INEOS Grenadiers. “Eles não tinham outra escolha na Picnic PostNL”, continuou o holandês.

“Não dá para obrigar um cara como ele a cumprir o contrato, se ele pode assinar um contrato de 3 milhões de euros lá (INEOS). E a Picnic PostNL está com sérios problemas de orçamento, o que significa que não conseguem atrair ciclistas para apoiá-lo nas altas montanhas.”

Dekker faz uma análise pessimista sobre o futuro da equipe. “A equipe está se desintegrando. Chegamos a questionar se ela sequer existirá no futuro. Há um sério déficit orçamentário. Não é à toa que a UCI concedeu à equipe uma licença WorldTour por apenas um ano. Depois disso, tudo será reavaliado.”

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Oscar Onley ao lado de João Almeida durante o Tour de Suisse

“Os principais patrocinadores não pagam quase nada

Segundo o analista, os problemas financeiros afetam diretamente todo o elenco, que inclui nomes como Fabio Jakobsen e John Degenkolb. Dekker afirma ter acesso a informações internas sobre a estrutura da equipe.

“Conversei recentemente com um dos primeiros investidores da Picnic. Ele me disse que a Picnic e a PostNL (os principais patrocinadores) os principais patrocinadores não pagam quase nada. Eles pagam muito pouco: a DSM (patrocinador secundário) está ainda atrás deles.”

Assista o Podcast completo (em holandês)

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