Ciclista do WorldTour surpreende em revelação “eu realmente não uso dados potência ou frequência cardíaca”, ouça o áudio
Após 4 temporadas defendendo a Israel Premier Tech, Matthew Riccitello se transferiu para a Decathlon CMA CGM, onde se prepara para fazer sua estreia na próxima sexta-feira, no Tour de La Provence, antes de rumar à Portugal, para a Volta ao Algarve no dia 18.
Aos 23 anos, o americano revela que começa a se adaptar ao novo ambiente e compartilhou impressões sobre a nova equipe e seus métodos de trabalho, que por vezes são surpreendentes, conforme ele abordou no podcast de Matt Stephens, Sigma Sports Unplugged.

“Eles querem ser uma das melhores equipes do mundo“
Riccitello iniciou falando sobre os primeiros dias na nova equipe e destacou a atmosfera encontrada, que difere do que muitos poderiam imaginar de uma formação francesa.
“Tem sido ótimo. Logo que entrei para a equipe, percebi que é um grupo muito ambicioso, e todos estão animados e motivados”, disse Riccitello ao podcast. “Parece mais internacional do que francês. Ciclistas de todos os lugares, e o inglês é o idioma principal.”
O ciclista revela que a clareza dos objetivos na equipe foram determinantes para sua mudança, após o 5º lugar no GC da Vuelta a España 2025, além de vencer a Classificação de Melhor Jovem.
“Não era apenas um ‘É aqui que esperamos chegar’. Era mais como ‘É aqui que queremos chegar, e é assim que vamos chegar lá’. Eles querem ser uma das melhores equipes do mundo, e fazer parte disso é realmente empolgante.”

“Nunca serei o melhor do mundo nos contrarrelógios“
Riccitello revela que já teve com conversas diretas com a comissão técnica, sobre ajustes específicos em seu treinamento. “Já conversamos com os treinadores sobre o que eu posso fazer especificamente no meu treinamento para tentar melhorar e trabalhar nos meus pontos fracos”, afirmou o americano.
Entre esses pontos, o Contrarrelógio aparece como prioridade. “Nunca serei o melhor do mundo nos contrarrelógios por causa da minha baixa estatura (1,72m e 55kg)”, disse ele. “Mas é algo em que sinto que tenho sido bom desde que comecei.”
“O que podemos fazer com a bicicleta de contrarrelógio e a configuração para contrarrelógio, quando podemos fazer testes em túnel de vento e quando podemos estar no velódromo, tudo isso já está planejado.”

“Em corridas, eu realmente não uso potência ou frequência cardíaca”
A mudança para a Decathlon CMA CGM também trouxe um elemento raro no ciclismo profissional: a manutenção do mesmo treinador.
“Comecei com o Marc Quod no ano passado e, felizmente, ele veio para a Decathlon ao mesmo tempo que eu”, diz Riccitello. “Tenho essa continuidade. Uma coisa a menos para mudar.”
Essa estabilidade se reflete diretamente na forma como Riccitello encara as competições. “Em corridas, eu realmente não uso potência ou frequência cardíaca. Nunca os consulto durante uma corrida para tomar decisões”, disse ele, acrescentando que na Vuelta, às vezes, ele eliminava essa opção completamente.
“Houve muitos dias em que eu nem sequer tinha um medidor de potência na minha bicicleta, apenas para deixá-la mais leve”, finalizou no norte-americano.