“Cheguei a registrar 34 batimentos cardíacos por minuto” Mathieu van der Poel revela detalhes da sua fisiologia

Mathieu van der Poel segue em constante busca por desempenho. Entre as ferramentas que o holandês usa diariamente está a pulseira inteligente da Whoop, utilizada para monitorar recuperação e condicionamento.

O dispositivo coleta uma série de informações fisiológicas, como frequência cardíaca, qualidade do sono e outros indicadores corporais, permitindo uma análise detalhada do estado físico do ciclista.

O holandês da Alpecin-Premier Tech, concedeu uma entrevista ao CEO da Whoop, Will Ahmed, no qual revelou alguns de seus dados pessoais, revelando que chegou a registrar uma frequência cardíaca mínima de 34 batimentos por minuto.

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Mathieu van der Poel é embaixador da marca há muitos anos

“Eu falo muito sobre isso com meus amigos”

Os números gerados pela pulseira são frequentemente debatidos entre os atletas. Um dos indicadores é a Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC), que afere o intervalo entre os batimentos do coração.

Enquanto a média de um adulto varia entre 40 e 60, o valor registrado por Van der Poel ultrapassa os 200. “Eu falo muito sobre isso com meus amigos”, revelou Van der Poel durante a entrevista.

“Acho que é genético, mas provavelmente também tem a ver com meu condicionamento físico. Isso me deixa mais forte e me ajuda a me recuperar melhor. Além da minha frequência cardíaca em repouso, acho que é a métrica mais importante.

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“Minha frequência cardíaca em repouso mais baixa já registrada foi 34

Outro dado fora do comum é sua frequência cardíaca em repouso, que gira em torno de 38 batimentos por minuto, bem abaixo da faixa considerada normal, entre 60 e 80 bpm.

“Minha frequência cardíaca em repouso mais baixa já registrada foi 34. Mas muitos atletas de resistência têm isso, temos um coração bem treinado.”

O ciclista revela ainda a dificuldade em elevar os batimentos durante esforços moderados. “Preciso pedalar ou caminhar bem rápido para atingir uma frequência cardíaca de 150 batimentos por minuto.”

Entretanto, para bater Tadej Pogacar na Milan-Sanremo 2025, Van der Poel registrou 192 bpm, segundo a plataforma Whoop.

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Ler antes de dormir me ajuda a pegar no sono mais rápido

Além do treino, Van der Poel revelou que dá grande importância aos hábitos fora da bicicleta, especialmente à recuperação. A alimentação e o sono, segundo ele são partes essenciais desse processo.

“Eu evito carne vermelha e álcool”, diz Van der Poel. “Isso faz muita diferença. Ler antes de dormir me ajuda a me recuperar melhor e a pegar no sono mais rápido. E antes de me deitar, sempre tomo magnésio.”

Segundo o ciclista, pequenos ajustes na rotina diária também impactam diretamente a qualidade do descanso. “Também tento sempre jantar cedo. Isso faz uma grande diferença na qualidade do meu sono.”

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“Não peso a minha comida

Diferentemente de muitos profissionais, Van der Poel não segue uma abordagem extremamente rígida na alimentação. “Não peso a minha comida. Depois de todos esses anos, sei o que posso e o que não posso comer, e em que porções.”

“Eu como praticamente o que quero, mas não todos os dias. E, claro, evito ao máximo frituras, chocolate e salgadinhos. Às vezes tomo uma taça de vinho no domingo à noite, mas durante a temporada tento evitar o álcool”.

A rotina exigente do calendário também representa um desafio constante: “Nem sempre é fácil, claro, quando se está em competições com tanta frequência”, finalizou Mathieu van der Poel.

Assista a entrevista completa

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