Jovem prodígio belga tenta surpreender na Volta ao Algarve “a Fóia e o Malhão se adequam às minhas habilidades”
O jovem prodígio Jarno Widar (Lotto-Intermarché) iniciou oficialmente sua trajetória no ciclismo profissional no último sábado na Figueira Champions Classic e já deixou uma boa impressão ao conquistar a 4ª colocação. Um resultado encorajador para o seu próximo desafio que inicia hoje, a Volta ao Algarve.
Aos 20 anos, o belga chega à corrida por etapas com grandes ambições, apesar de enfrentar alguns dos principais nomes do pelotão internacional logo no início de sua carreira entre os profissionais.

“A Fóia e o Malhão se adequam às minhas habilidades“
O capitão da Lotto-Intermarché acredita que sua estreia já trouxe sinais animadores, embora reconheça que ainda está em processo de adaptação ao ritmo das provas de alto nível. “Ainda me falta um pouco de ritmo de corrida”, disse ele ao Het Nieuwsblad.
O belga destacou que a sensação durante a prova foi positiva, apesar de perceber a necessidade de evolução em momentos decisivos. “A sensação foi boa, mas ainda faltava aquela explosão. Era o que eu esperava. Estou melhorando a cada corrida. A explosão virá naturalmente”, afirmou a grande esperança do futuro do ciclismo belga.

“Estive estudando a chegada em Fóia e a de Malhão nos últimos dias. Elas se adequam às minhas habilidades, mas você já viu o pelotão? Ainda estou a 5 passos desse nível”, complementou o jovem escalador, brincando com o nível dos adversários.
“Espero que eu vá sofrer, ainda não estou no meu melhor“
Mesmo cercado por expectativas, Widar mantém um discurso cauteloso em sua temporada de estreia. O jovem prefere evitar projeções precipitadas sobre seu futuro nas grandes voltas.
“Estou muito ansioso para competir contra todos esses atletas de ponta. É uma oportunidade única, tão cedo na temporada. O que eu espero? Que eu vá sofrer. Ainda não estou no meu melhor, e isso não é permitido. Mas sinto que dei mais um passo neste inverno.”

A presença de ciclistas consagrados aumenta ainda mais o grau de dificuldade da prova, algo que Widar encara como motivação adicional. “É um sonho poder competir contra esses caras por um bom resultado”, diz ele, referindo-se a nomes como João Almeida, Juan Ayuso e Florian Lipowitz.
“E você sempre quer o melhor, isso é compreensível. A equipe também me nomeou como líder; não devo me sacrificar por ninguém. Então, sim, vou em busca de um bom resultado”, finaliza Jarno Widar.