Isaac del Toro fala após assumir liderança da Tirreno-Adriatico “era algo que eu queria este ano”, assista o vídeo
Isaac Del Toro (UAE Emirates), protagonizou nesta terça-feira, durante a 2ª etapa da Tirreno-Adriático, um confronto direto com ninguém menos, que o holandês Mathieu van der Poel (Alpecin-Premier Tech), um dos principais rivais de Tadej Pogacar nas clássicas da temporada.
O embate, disputado em trechos de cascalho, teve ainda a presença de Giulio Pellizzari (Red Bull Bora-hansgrohe). No sprint final, Van der Poel venceu, mas Del Toro ao terminar na 2ª posição, assumiu a liderança da Classificação Geral.

Após a chegada, o mexicano descreveu os momentos decisivos do duelo, que incluiu diversas quedas. experiência do duelo, reve: “Foi incrivelmente bonito”, afirmou o ciclista da UAE Emirates-XRG.
“Não sei como Van der Poel reagiu tão rápido na queda de Jorgenson”
Durante a etapa, diversos momentos de tensão marcaram o percurso, especialmente na entrada para o trecho de cascalho. Del Toro relatou como enfrentou a situação, que incluiu ataques e uma queda importante no pelotão.
“Muito bem. Foi bom conhecer o Sterrato. Estive um pouco no limite. Com a queda de Jorgenson, não sei como Van der Poel reagiu tão rápido, acho que tomei o desvio mais longo e lento possível”.

“Estou feliz por não ter caído depois na curva seguinte, eu não estava a todo gás. Não sei sequer como Van der Poel chegou. Então, feliz por ter chegado à meta e ter acelerado até ao fim, mas foi muito duro”, revelou Del Toro.
Del Toro revelou que soube apenas após a chegada, que Van der Poel que também passou por dificuldades ao tentar manter o ritmo. “Ele acabou de me dizer, a verdade é que eu não sabia, eu estava focado, porque também quase caí, então simplesmente queria chegar à meta”, contou.

“Eu sabia que Roglic se aproximava“
Na fase decisiva da corrida, o mexicano também precisou lidar com decisões táticas e negociações dentro do grupo líder, que era perseguido pelo colega de equipe de Pellizzari, Primoz Roglic.
“A verdade é que eu sabia (que Roglic se aproximava), só queria respirar um pouco, mas no final era tudo nada, isso é ciclismo, sem problemas”, comentou Del Toro, sobre o esloveno, que finalizou a etapa na 11ª posição, a 17 segundos de Van der Poel.

“A liderança era algo que eu queria este ano”
Apesar da derrota no sprint final, o desempenho consistente permitiu ao mexicano assumir a camisa azul, de líder da classificação geral, algo que ele já havia colocado como meta para a temporada.
“A verdade é era algo que eu queria este ano, mas digo, há que manter a cabeça atenta sempre, fazer bem e trabalhar todos os dias. Não dá para errar, estar muito atento e fazer as coisas com muito, muito foco, de verdade”, salientou o mexicano.

“Com o chão molhado e chuva, não era possível cometer erros”
Os últimos km da etapa foram marcados por tensão no pelotão, agravada pela estrada molhada e chuva. “No final era simplesmente estar atento. Era um grupo muito nervoso, com o chão molhado e chuva, não era possível cometer erros”, explicou.
Na chegada, Del Toro ainda conseguiu disputar o sprint contra Van der Poel, ficando muito perto da vitória. Para ele, porém, o esforço acumulado foi determinante. “Foi um sprint muito longo”, finalizou o agora líder da Classificação Geral da Tirreno-Adriatico.
