Cena emocionante na Paris-Nice, netos empurram idosa em cama hospitalar por 300 metros para assistir a prova, assista o vídeo
Momentos de pura emoção marcaram a etapa final da Paris-Nice, neste domingo. Uma senhora de 89 anos chamou atenção ao acompanhar a passagem do pelotão diretamente de uma cama hospitalar posicionada à beira da estrada.
A iniciativa foi possível graças ao esforço de seus netos e à colaboração de voluntários que se mobilizaram para tornar o momento possível.

Ligação com o ciclismo-falecido marido participou do Tour de France 6x
A idosa é viúva de Emmanuel Busto, ciclista que competiu 6x no Tour de France e uma vez na Vuelta a España, terminando a edição de 1959 na 5ª colocação da Classificação Geral, competindo pela Peugeot-BP-Dunlop.

Mesmo após a morte do marido, em 2017, ela manteve viva a paixão pelo ciclismo. No entanto, seu estado de saúde passou a impedir que acompanhasse as corridas presencialmente, já que não consegue deixar o leito hospitalar, apesar disso, 2 de seus netos começaram a buscar uma solução.
Um deles, Théo Busto, relatou a dificuldade da missão: “Há meses que queremos levá-la para fora”, escreveu. “O problema: nós dois juntos é impossível, dado o peso da cama: cerca de 200 kg!”
“Tivemos que empurrá-la por mais 300 metros, até onde a corrida passava”
“Mas agora, tudo conspirou a nosso favor. O tempo estava lindo e, acima de tudo, estava passando uma corrida de ciclismo em frente à nossa casa. A lendária Paris-Nice! A vovó sempre adorou corridas, pois o vovô foi campeão de ciclismo nos anos 60 e participou do Tour de France.” destacou o neto.
Os netos conseguiram a ajuda de 3 espectadores para auxiliá-los: “Levantamos a cama, carregamos pelo terraço, descemos as escadas, atravessamos um caminho de cascalho e depois tivemos que empurrá-la por mais 300 metros até o ponto onde a corrida passava.”

Mesmo com o risco de perderem a passagem da prova, os voluntários não hesitaram em ajudar. Segundo Théo Busto, o esforço valeu a pena:
“Felizmente, chegamos bem a tempo, alguns minutos antes dos primeiros ciclistas aparecerem! Foi um momento mágico, um ano depois da última vez que ela tinha saído de casa. Ela não conseguia acreditar no que via!”