Tadej Pogacar analisa os desafios da Milan-Sanremo “subimos a 40 km/h, é uma corrida assustadora”
Tadej Pogacar (UAE Emirates) concedeu uma entrevista ao canal Cyclingnews, no qual analisou a clássica Milan-Sanremo, que terá sua edição 2026 no próximo sábado e promete mais um duelo do bicampeão mundial com o rival Mathieu van der Poel (Alpecin-Premier Tech).
O esloveno destacou as dificuldades enfrentadas ao longo do percurso, definindo a “La Primavera” como “uma corrida assustadora”.
Segundo Pogacar, o desafio não se limita apenas às subidas decisivas, mas também à complexidade do trajeto na costa italiana, onde o ritmo elevado e as constantes mudanças de direção aumentam o nível de tensão no pelotão.

“A Milan-San Remo é diferente da Strade Bianche, do Tour de Flandres e da Liège-Bastogne-Liège”
A expectativa é que Tadej Pogacar e a UAE Emirates-XRG, voltem a tentar endurecer a corrida na subida da Cipressa, como parte de sua estratégia ofensiva.
Após vencer a Strade Bianche, ele comparou as características da prova italiana com outras clássicas do calendário:
“A Milan-San Remo é realmente diferente da Strade Bianche, do Tour de Flandres ou mesmo da Liège-Bastogne-Liège”, afirmou Tadej Pogacar.
“Até chegar à costa, não é uma corrida muito difícil. Depois, ao longo da costa, as coisas começam a ficar tensas, com muitas cidades, muitas curvas para a esquerda, para a direita, subidas e descidas. As velocidades também são incrivelmente altas.”

“Os ciclistas são um pouco maiores do que os das outras corridas“
O esloveno também chamou atenção para o perfil dos ciclistas que disputam a prova, geralmente mais robustos e potentes, o que contribui para elevar ainda mais o ritmo do pelotão.
“Os ciclistas que disputam a Milan-Sanremo são um pouco maiores do que os das outras corridas em que participo; são ciclistas de Clássicas e velocistas, o que também significa que as velocidades são mais altas no plano.”

“A Milan-Sanremo é uma corrida assustadora“
A combinação entre velocidade extrema, percurso técnico e disputa por espaço torna a corrida particularmente perigosa, como o próprio atleta reforça:
“De certa forma, a Milan-Sanremo é uma corrida assustadora, especialmente ao chegar à Cipressa ou ao passar por alguma cidade antes mesmo disso.”
“Você precisa estar lá na Cipressa não a 100%, mas a 110%. É tudo uma questão de posicionamento. Depois, você precisa fazer tudo de novo na Poggio e ser ainda melhor”, explicou Pogacar.

“Subimos a cerca de 40 km/h“
“As subidas são super rápidas. Subimos a cerca de 40 km/h. Então, na roda, você sente a diferença e é difícil compensar essa diferença”, admite Pogacar.
Na edição de 2025, Tadej Pogacar tentou fazer a diferença nas subidas da Cipressa e do Poggio di Sanremo, buscando se livrar de rivais diretos, Mathieu van der Poel e Filippo Ganna.
No entanto, o esloveno não teve sucesso e acabou sendo superado pela dupla no sprint final, realizado na Via Roma, adiando mais uma vez o sonho de conquistar a clássica italiana. Neste sábado, Pogacar terá mais uma oportunidade para conquistar esse troféu que ainda não está em seu armário.