Competição do WorldTour vencida por João Almeida sofre revés, 4 equipes desistem mesmo com Tadej Pogacar confirmado
Quatro formações do WorldTour optaram por não alinhar na 79ª edição do Tour de Romandie, que inicia na próxima terça-feira, 28 de abril, se encerrando no domingo seguinte, 03 de maio.
Sem apresentar justificativas, Alpecin-Premier Tech, Decathlon CMA CGM, Lotto-Intermarché e Uno-X Mobility recorreram a uma norma da UCI que, desde 2026, permite às equipes do WorldTour abrirem mão de participar de uma prova da categoria, desde que façam isso apenas uma vez na temporada.
Assim, o pelotão da prova vencida por João Almeida (UAE Emirates) em 2025, contará com apenas 15 equipes, já que somente um ProTeam recebeu convite: a equipe suíça Tudor.

Um pelotão reduzido para a edição de 2026
É incomum ver uma prova do WorldTour com um número tão baixo de participantes. Para efeito de comparação, em 2025 quando João Almeida (UAE Emirates-XRG) venceu o Tour de Romandie, alinharam 20 equipes: as 18 do WorldTour e duas equipes profissionais convidadas, Tudor e Lotto. Embora não haja declarações oficiais das equipes ausentes, alguns fatores ajudam a explicar a decisão.

Percurso exigente e presença de Tadej Pogacar
Com 851,3 km de extensão e 14.266 metros de desnível acumulado, esta edição apresenta o percurso mais montanhoso da história recente da prova. Parte disso se deve à ausência do tradicional contrarrelógio individual (além do prólogo), o que resultou em 5 etapas particularmente duras.

Além disso, a presença confirmada de Tadej Pogacar reforça o favoritismo da UAE Team Emirates XRG. No papel, o esloveno surge como principal candidato à vitória na classificação geral e também a triunfos em várias etapas.
Dentro do novo sistema de pontuação da UCI, evitar um confronto direto com um adversário tão dominante pode ser visto como uma decisão estratégica compreensível.

Questões financeiras também pesam
Outro ponto relevante diz respeito à situação econômica da organização. O Tour de Romandie atravessa dificuldades financeiras e ainda não conta com um patrocinador principal. Segundo o diretor da prova, Richard Chassot, a competição “não possui as reservas necessárias para durar três ou quatro edições enquanto se aguarda um possível patrocinador”.
Esse cenário pode explicar, inclusive, a ausência de mais convites para equipes ProTeam, que poderiam compensar a saída das 4 equipes do WorldTour. A limitação orçamentária, portanto, surge como um fator adicional para o formato reduzido desta edição.