“Tadej Pogacar é impressionante, mas podemos contra atacar” Remco Evenepoel projeta a Liège-Bastogne-Liège em entrevista coletiva
O belga Remco Evenepoel chega para a Liège-Bastogne-Liège do próximo domingo, demonstrando mais confiança e melhor condição física em relação à temporada passada.
Durante entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira, o ciclista da Red Bull Bora-hansgrohe analisou suas expectativas para a prova e comentou o confronto com seus principais adversários, Tadej Pogacar e Paul Seixas, conforme revelou o canal belga Sporza.

Após conquistar recentemente a Amstel Gold Race, Evenepoel optou por não disputar a Flèche Wallonne, priorizando a recuperação física.
Segundo ele, a decisão foi estratégica:“Isso não estava nos planos. Estávamos pensando puramente no frescor. Pernas frescas são o mais importante, sabendo como as primeiras corridas costumam ser explosivas hoje em dia”, afirmou.

“Pogacar vence todas as provas que participa, é o favorito“
Remco Evenepoel iniciou abordando suas expectativas para a prova e o favoritismo de Tadej Pogacar. O belga acredita estar em melhor nível para enfrentar o desafio neste ano:
“Espero conseguir manter o ritmo por mais tempo do que no ano passado. Estou começando com mais confiança e também simplesmente em melhor forma.”
Apesar disso, ele reconhece o favoritismo de Tadej Pogacar. “É lógico que ele esteja à minha frente. Pogacar vence em todas as provas em que participa, exceto na Paris-Roubaix. Portanto, ele é o grande favorito em todas as corridas, e aqui não é diferente.”

“Não devemos nos surpreender se Paul Seixas tiver dificuldades no final”
Evenepoel foi questionado sobre a presença do jovem talento Paul Seixas, Evenepoel adotou um tom cauteloso, sem subestimá-lo: “Deixo isso para vocês decidirem. Já venci aqui duas vezes, então tenho uma ligeira vantagem.”
Ele também destacou a falta de experiência do francês em provas longas: “Claro, ele também nunca correu aqui antes. Ele tem apenas 19 anos e são 260 km. Eu e o Tadej temos um pouco mais de resistência para esse tipo de corrida.”
Evenepoel complementa seu raciocínio, sem descartar o potencial do rival: “Não devemos nos surpreender se ele tiver dificuldades na última hora. Correr por 6 horas é bem diferente de correr por 4 horas. No entanto, ele certamente está entre os 5 primeiros colocados na disputa pela vitória.”

“Vou correr para vencer”
Evenepoel deixa claro que seu objetivo segue o mesmo: vencer mais uma vez o monumento belga:
“Minha ambição nunca diminui. A Liège-Bastogne-Liège é uma das minhas corridas favoritas. Vou correr para vencer.”
“Ano passado senti que estava preparado, mas acabou não sendo o caso“
A edição de 2026 pode marcar o primeiro grande duelo em plena forma entre Evenepoel e Pogacar na prova: “Provavelmente. Em 2023 ele também esteve muito bem, mas infelizmente abandonou a prova devido a uma queda em um buraco na estrada.”
Relembrando a última temporada, o belga admitiu dificuldades: “Essa poderia ter sido uma estreia memorável. No ano passado, tive um dia mais difícil. Senti que estava preparado, mas acabou não sendo o caso. Espero que desta vez a disputa continue emocionante pelo maior tempo possível.”

“Ele não consegue pedalar a mil watts por 3 minutos, podemos contra atacar”
Evenepoel também comentou o desempenho recente do esloveno em diferentes clássicas:
“É difícil tirar alguma conclusão disso”, disse, ao mencionar a Paris-Roubaix.
Ele relembrou a intensidade vivida no Tour de Flandres: “No Tour de Flandres, pude testemunhar de perto como ele se esforçava no Oude Kwaremont. O fato de eu ainda conseguir acompanhá-lo, junto com Mathieu van der Poel, já foi impressionante. Suas acelerações são impressionantes.”
E analisou os limites do rival: “Mas ele não consegue pedalar a mil watts por 3 minutos seguidos, consegue? Aí você pode acabar encontrando um contra-ataque do Tadej.”

“A Liège-Bastogne-Liège é completamente diferente do Tour de Flandres”
Para Evenepoel, a dinâmica da Liège-Bastogne-Liège é bastante distinta de outras clássicas:
“Aqui você chega ao topo e logo em seguida desce. Aí as pernas sempre têm a chance de se recuperar.”
Ele comparou com o esforço contínuo exigido no Tour de Flandres: “No Tour de Flandres é completamente diferente, onde você chega ao topo e depois de uma descida de 200 metros tem que continuar pedalando forte.”
Ainda mantém esperança mesmo em cenários adversos: “Se eu chegasse ao topo de La Redoute com 10 segundos de atraso, não desistiria. Há um vento contrário, então, contanto que as motocicletas não influenciem o vácuo, muita coisa é possível”, finalizou Remco Evenepoel.