Tadej Pogacar descreve vitória na Liège-Bastogne-Liège “eu estava pronto para o sprint com Paul Seixas”; assista o vídeo
Tadej Pogacar (UAE Emirates) venceu na Liège-Bastogne-Liège pela 4ª vez neste domingo. O triunfo, no entanto, não veio sem dificuldades para o esloveno. A corrida registrou momentos de tensão, estratégia e quebra de recorde de velocidade da prova, com uma média superior a 44,4 km/h para os 259 km e mais de 4.000 metros de altimetria da clássica belga.
Após a prova, Tadej Pogacar concedeu uma entrevista rápida ao canal oficial da competição, na qual descreveu os desafios enfrentados na prova, que iniciaram logo após a largada.

“Muita coisa aconteceu hoje”
“Muita coisa aconteceu hoje”, começou o campeão mundial em sua breve entrevista. “Na fase inicial, eu estava na parte de trás do pelotão e basicamente seguia as rodas dos outros ciclistas”.
“Já dava para sentir que o ritmo estava muito rápido, mas quando olhei para frente novamente, vi que o pelotão havia se dividido em dois. Depois de 20 minutos, percebemos: essa não era uma situação tão ruim assim”.

“Eu fiquei um pouco nervoso”
O esloveno admitiu que houve certa preocupação ao longo da neutralização ao grupo de escapados , que incluía seu rival Remco Evenepoel.
“Admito que foi uma grande fuga, mas é comum ver que a cooperação não é a ideal nessas situações. Embora o Remco Evenepoel seja, obviamente, capaz de atacar de longe”.
“Eu fiquei um pouco nervoso. No entanto, Vegard e Rune (Laengen e Herregodts) mantiveram tudo sob controle. E a Decathlon também veio ajudar mais tarde. No final, tínhamos tudo sob controle.”

“Paul Seixas pedalou ao meu lado, isso me impressionou”
No poderoso ataque na La Redoute Tadej Pogacar encontrou forte resistência do jovem prodígio Paul Seixas, que conseguiu acompanhar o ritmo do campeão mundial.
“Nas subida da La Redoute, eu estava me esforçando ao máximo. Percebi que Paul Seixas estava no seu limite, no topo, ele até pedalou ao meu lado por um momento; isso me impressionou bastante”.
“Suas arrancadas na frente depois também foram fortes. Depois disso, pedalamos forte e nos distanciamos ainda mais do pelotão perseguidor. Era uma boa situação para nós.”

“Eu estava pronto para disputar o sprint com o Paul Seixas”
Mesmo considerando a possibilidade de decidir a prova no sprint, Tadej Pogacar optou por um ataque final em um ponto estratégico:
“Depois da La Redoute, eu já tinha um sprint em mente porque o Paul Seixas estava muito forte, mas decidi acelerar mais uma vez na Côte de la Roche-aux-Faucons”.
“Conheço bem a subida e ela me favorece muito. Consegui deixá-lo para trás, mas também estava pronto para disputar o sprint com o Paul Seixas.”

“Não participo de muitas corridas, não tenho muitas oportunidades de vencer”
Sem precisar disputar o sprint, o esloveno confirmou a vitória nos km finais, consolidando mais uma grande vitória na carreira.
“Isso significa muito para mim. É uma das maiores corridas do calendário. Não participo de muitas corridas, então não tenho muitas oportunidades de vencer. Por isso, existe muita pressão para ter um bom resultado em dias como este. Estou muito feliz por termos conseguido. Estou muito orgulhoso da minha equipe“, finalizou Tadej Pogacar.
