Giro d’Italia 2026: Prévia da 6ª etapa, duelo pela Maglia Ciclamino terá mais um capítulo nesta quinta-feira
Após uma épica 5ª etapa, com Afonso Elulálio assumindo a Maglia Rosa, o pelotão do Giro d’Italia terá sua tradicional passagem por Nápoles nesta quinta-feira, com uma oportunidade para os sprinters duelarem pelos pontos da Maglia Ciclamino, antes da chegada das temíveis montanhas italianas.
A 6ª etapa parte de Paestum e percorre 142 km praticamente planos, ao longo do Mar Tirreno, até a chegada em Nápoles e apenas 500 metros de altimetria total.

Cava de’ Tirreni a única meta de montanha da etapa
Após a largada, o pelotão segue pela costa do Mar Tirreno até Salerno, onde após 34 km o percurso sobe até Cava de’ Tirreni (4ª categoria, 6,4% a 3%), a única meta de montanha da etapa, antes de entrar na planície ao redor do Monte Vesúvio.

Antes de chegar a Nápoles, cerca de 20 km são percorridos em uma via expressa. Os últimos 3 km são praticamente retos. A 650 m da chegada, uma curva à esquerda leva à leve subida (4%) da Via Acton, em lajes de pedra. A reta final tem 400 é será sobre paralelepípedos.

Paul Magnier surge como principal nome
A sexta etapa do Giro d’Italia tem tudo para terminar em um sprint massivo nas ruas de Nápoles. O quilômetro final será bastante técnico, tornando o posicionamento um fator decisivo para definir o vencedor.
A Soudal Quick-Step já demonstrou ao longo deste Giro grande solidez e excelente capacidade de posicionamento no pelotão. Com isso, Paul Magnier aparece novamente como um dos grandes favoritos.
Na 3ª etapa, que também apresentou um desfecho técnico, Magnier mediu forças com nomes importantes como Jonathan Milan (Lidl-Trek), Dylan Groenewegen (Unibet Rose Rockets) e Madis Mikhels (EF Education-EasyPost), que terminou na 4ª colocação.

Tobias Lund Andresen pode surpreender
Entre os dez melhores daquela etapa, alguns velocistas também aparecem como fortes candidatos a um bom resultado. É o caso de Matteo Malucelli (XDS Astana), Erlend Blikra (Uno-X Mobility) e Pascal Ackermann (Jayco AlUla).
Tobias Lund Andresen, da Decathlon CMA CGM, também pode se beneficiar do perfil da chegada, já que o dinamarquês costuma se destacar em sprints com leve inclinação.

Ethan Vernon e Ben Turner podem surpreender
Além de Andresen, há expectativa de que a NSN retome seu melhor desempenho. Ethan Vernon já mostrou sua velocidade ao conquistar o 3º lugar na etapa inaugural.
Na Netcompany INEOS, Ben Turner vem demonstrando excelente condição física. Resta saber se desta vez ele receberá liberdade para disputar o sprint, algo que não aconteceu na quarta etapa.

Outros nomes na disputa
Entre os ciclistas que correm por fora, mas podem conquistar um bom resultado, estão Paul Penhoët (Groupama-FDJ), Giovanni Lonardi (Polti VisitMalta), Luca Mozzato (Tudor) e Casper van Uden, da Picnic PostNL.
Na Movistar, Orluis Aular é considerado o homem ideal para enfrentar finais de etapa tensos e técnicos como o desta quinta-feira.
Já na Alpecin-Deceuninck, a desistência de Kaden Groves abre espaço para que Jensen Plowright assuma a responsabilidade como principal velocista da equipe para a disputa em Nápoles.