Giro d’Italia 2026: UAE Emirates recebe fortes críticas após quedas “eles estão usando pneus de contrarrelógio”, assista o vídeo
Apesar das duas vitórias em etapas, as diversas quedas que a UAE Emirates enfrentou durante os primeiros dias do Giro d’Italia 2026 permanecem sendo discutidas.
Nos primeiros 5 dias da competição, nada menos que 6 dos 8 ciclistas do time foram ao chão, levantando questionamentos sobre possíveis causas para tantos incidentes.
Durante o podcast Watts Occurring, os britânicos Geraint Thomas e Luke Rowe apontaram uma provável escolha errada dos pneus como o fator determinante para os acidentes.

O grande acidente em Veliko Tarnovo
A principal queda ocorreu na 2ª etapa, quando o pelotão se aproximava da subida decisiva em Veliko Tarnovo. A combinação de alta velocidade, tensão no grupo e asfalto escorregadio provocou um grave acidente em uma curva de descida.
O primeiro a perder o controle foi Marc Soler, que acabou derrubando vários colegas de equipe e cerca de 20 outros ciclistas. O episódio teve consequências severas para a equipe, que viu seu principal bloco de ciclistas envolvido no acidente e o abandono de Adam Yates, Jay Vine e o próprio Marc Soler.

“A UAE estava com pneus de contrarrelógio, eles têm menos aderência”
No podcast Watts Occurring, Geraint Thomas e Luke Rowe, atualmente diretores da Netcompany INEOS e da Decathlon CMA CGM, respectivamente, afirmam que a opção da equipe pelos pneus Continental GP 5000 TT pode ter sido determinante.
Esses pneus são desenvolvidos especificamente para contrarrelógios e oferecem menor resistência ao rolamento, no entanto, apresentam menor aderência, aumentando os riscos em condições de pista molhada.
“A UAE estava usando pneus de contrarrelógio. Todos sabemos que eles são mais rápidos. Eles são mais rápidos. Eles sempre os usam“, disse Rowe.
“Eles são a única equipe que os usa em quase todas as circunstâncias. Mas eles têm menos aderência. E o primeiro a cair foi um ciclista da UAE. Ele derrapou as duas rodas.“
“Eu não entendo, um dia chuvoso e pneus de contrarrelógio“
Geraint Thomas também demonstrou surpresa com a estratégia adotada pela equipe. Para o galês, as condições climáticas previstas tornavam a escolha bastante questionável.
“A chuva foi uma surpresa? Você estava no local? Estava na previsão? Eu não entendo essa decisão. Realmente não entendo. Um dia chuvoso e pneus de contrarrelógio, parece uma escolha estranha. E, novamente, é duro dizer isso, porque metade da equipe acabou no chão.“
Segundo Thomas, esse tema vem sendo debatido internamente na Netcompany INEOS. “Tem sido um assunto discutido em nossa equipe. Começa a se usar pneus de contrarrelógio, e então você os usa cada vez mais, e antes que perceba, eles se tornam padrão”.
“É definitivamente algo a se considerar, especialmente na Bulgária, sem saber exatamente como estão as estradas”, finalizou Geraint Thomas.