Giro d’Italia 2026: Prévia da 9ª etapa, montanha final com até 15% de inclinação promete agitar a Classificação Geral
A 9ª etapa do Giro d’Italia 2026, neste domingo, promete um desfecho decisivo para a classificação geral. O percurso entre Cervia e Corno alle Scale terá 184 km de extensão e 2.400 metros de altimetria, combinando um longo trecho plano, com um final na desafiadora subida do Corno alle Scale.
Embora a primeira parte do trajeto seja relativamente tranquila, o cenário muda completamente na reta final, onde os favoritos ao GC terão uma excelente oportunidade para medir forças.

Primeira metade controlada
Nos quilômetros iniciais, o terreno plano favorecerá a uma grande fuga. No entanto, após 155 km de prova, a corrida começa a ganhar intensidade com a ascensão até Querciola, uma subida de 3ª categoria, com 11,3 km e inclinação média de 4,3%, com rampas de até 15% de inclinação máxima.

Essa escalada funcionará como uma preparação para o desafio principal do dia. Depois de alcançar o topo, os ciclistas enfrentarão uma curta descida antes de iniciar a subida decisiva, já com 170 km percorridos.
A subida decisiva ao desafiador Corno alle Scale
A chegada em Corno alle Scale será o grande teste da jornada. A escalada final possui 10,8 km de extensão, com inclinação média de 6,1%. No entanto, o trecho mais duro estará concentrado nos 2,5 km finais, onde a inclinação média ultrapassa os 10%, com rampas máximas de 15%.

Esse setor promete provocar diferenças significativas entre os principais candidatos ao título e pode alterar de forma significativa a classificação geral da competição.
Favoritos à vitória na etapa
Diante de um final tão difícil e com o Maglia Rosa, Afonso Eulálio (Bahrain Victorious) admitindo que lutará para sobreviver na etapa, o favoritismo recai naturalmente sobre Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike).
No entanto, a dúvida recai sobre a estratégia da equipe. Após a demonstração de força no Blockhaus (7ª etapa), é possível que o dinamarquês opte por controlar os rivais, atacando somente no final, poupando energias para a desafiadora próxima semana.

Red Bull BORA é a principal rival
No entanto, a Red Bull-BORA-hansgrohe pode assumir um papel mais agressivo. Com Giulio Pellizzari e Jai Hindley, a formação alemã tem 2 nomes capazes de lutar pela vitória e, ao mesmo tempo, tentar tirar tempo sobre os principais adversários.

Felix Gall e os demais candidatos ao pódio
Outro nome de destaque é Felix Gall (Decathlon CMA CGM). O austríaco tem mostrado excelente forma, mas sua ação dependerá do comportamento de Vingegaard e da Red Bull-BORA-hansgrohe.

Também aparecem como candidatos ao protagonismo Ben O’Connor (Jayco AlUla), Mathys Rondel e Michael Storer (Tudor), além da dupla da Lidl-Trek, Giulio Ciccone e Derek Gee-West, que estão em busca de vitórias em etapas.
A Netcompany INEOS pode tentar algo com Thymen Arensman e Egan Bernal, ainda que um longo ataque pareça improvável.

Sem um nome na luta pela Classificação Geral, a UAE Emirates poderá apostar em Jan Christen e Igor Arrieta, dois ciclistas capazes de buscar a vitória em diferentes cenários.
Vitória da fuga não pode ser descartada
Se os favoritos optarem por uma postura mais conservadora, a vitória poderá sair da fuga do dia. Nesse contexto, nomes como Christian Scaroni (XDS Astana), Markel Beloki e Jefferson Cepeda (EF Education), além de Filippo Zana (Soudal Quick-Step), e Lennert Van Eetvelt (Lotto-Intermarché), surgem como potenciais candidatos.
