“Se as coisas não estiverem bem, o Tour de France é horrível” Tom Pidcock revela objetivos para o Tour, assista o vídeo
Tom Pidcock concedeu uma entrevista ao podcast Going Mental, apresentado pela lenda do Triathlon Jan Frodeno, na qual revelou que disputará o próximo Tour de France sem estabelecer objetivos específicos de desempenho.
Pidcock prepara sua 4ª participação no Tour de France durante um período de treinamento em altitude na Sierra Nevada ao lado da Pinarello-Q36.5 e admite que abrir mão de grandes expectativas é uma forma de alcançar seu melhor nível na principal competição do WorldTour.

“Se as coisas não estiverem indo bem, o Tour de France é horrível“
O britânico conhece bem a intensidade do Tour de France prova após 3 participações, com uma vitória de etapa (2022) e entende como o ambiente pode se tornar difícil quando os resultados não aparecem.
“O Tour é um lugar muito intenso”, iniciou Pidcock. “Os holofotes, a pressão da mídia e as perguntas. Você se sente bem e, de repente, pode ter um desempenho ruim, ou se sentir muito mal e as pessoas perguntarem se você é um dos favoritos do dia.”
Ele também destacou o contraste entre os momentos bons e ruins vividos na competição.
“Se as coisas não estiverem indo bem, é horrível. Não é um lugar agradável. Mas é a maior corrida do mundo. É a corrida mais incrível do mundo. É a corrida que eu assistia desde criança. Quando tudo corre bem, não existe lugar melhor para competir.”

“Este ano não vou com nenhuma expectativa”
Para a edição deste ano, Pidcock pretende adotar uma abordagem mais leve, acreditando que rende mais quando pode correr de forma espontânea, sem a obrigação de atingir metas previamente definidas.
“Este ano não vou com nenhuma expectativa”, disse ele. “Quero correr, quero me divertir e o resto virá. Se eu não estiver dizendo: ‘Ok, quero vencer uma etapa, quero subir ao pódio, quero ficar entre os 5 primeiros’, ou o que quer que seja, então não há nada em que eu possa falhar.”
O britânico também explicou que sua motivação não vem da pressão ou da frustração, mas do prazer em competir. “Preciso gostar de pedalar. Não sou o tipo de pessoa que consegue competir movida pela raiva.”

“Todos ao meu redor acreditam em mim, me apoiam”
Essa filosofia também parece ter influenciado sua saída da Ineos Grenadiers para integrar o projeto da Pinarello-Q36.5. Segundo Pidcock, a mudança permitiu que ele encontrasse um ambiente onde se sente valorizado e parte de uma construção coletiva.
“Todos ao meu redor acreditam em mim, me apoiam”, disse ele. “Estamos todos juntos nessa missão, numa missão para sermos o melhor que pudermos ser.”
“Isso faz com que cada pequena conquista seja uma vitória, enquanto em outra equipe isso seria apenas o esperado. Basicamente, o que estou tentando dizer é que estou criando uma narrativa. Não se trata apenas de desempenho e vitórias”, finalizou Tom Pidcock.