Alberto Contador vê indício de dificuldades de Jonas Vingegaard “aquele olhar após o ataque de Pogacar, pode ser um sintoma de fraqueza”, assista o vídeo
A chegada da 3ª etapa do Tour de France, disputada nesta segunda-feira, proporcionou mais um intenso duelo entre Tadej Pogacar (UAE Emirates) e Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike).
Embora o dinamarquês tenha conseguido finalizar na 2ª colocação, o 2x campeão do Tour de France, Alberto Contador, acredita que o final da etapa deixou sinais importantes, conforme revelou ao Eurosport.

“O olhar de Vingegaard foi um sintoma claro de fraqueza”
A análise de Contador concentrou-se na reação de Jonas Vingegaard logo após o ataque de Pogacar. Segundo ele, o breve olhar do líder da Visma-Lease a Bike por cima do ombro pode ser interpretado como um possível sinal de fragilidade, embora tenha feito questão de alertar que ainda é cedo para qualquer conclusão definitiva.
“Se eu fosse diretor esportivo, treinador ou ciclista da UAE, interpretaria aquele olhar de Vingegaard, apenas 3 segundos após o ataque de Pogacar, como um sintoma claro de fraqueza”, afirmou o espanhol.
Apesar dessa impressão, Contador ressaltou que o contexto da etapa era muito diferente daquele que os ciclistas enfrentarão nas grandes montanhas da última semana da prova.
“Estamos falando de uma etapa super explosiva, que não tem nada a ver com o que encontraremos na última semana”, observou Contador.
Por isso, o comentarista também destacou o mérito de Vingegaard, que conseguiu responder ao ataque em um terreno teoricamente menos favorável às suas principais características.

“Vingegaard foi o melhor entre os candidatos ao GC”
Em um final que favorecia ciclistas com grande explosão e aceleração, Vingegaard conseguiu acompanhar os melhores mesmo enfrentando adversários naturalmente mais adaptados a esse tipo de chegada.
“Ele foi o melhor entre todos os ciclistas perseguidores. Eram finalizadores puros, corredores com explosão, como Paul Seixas, Juan Ayuso, e Remco Evenepoel, avaliou Contador.
Outro ponto destacado por Contador foi a atuação de Remco Evenepoel nos metros finais. “Quando estávamos a aproximadamente 600 metros, acelerou um pouco mais do que Del Toro, vimos como ele se abriu e teve que fechar a distância Richard Carapaz“.

“Quando ele saiu do grupo principal, ele praticamente parou, respirou e depois começou a pedalar, e no final conseguiu entrar ali com Ayuso, que se esgotou, que o esforço que fez para sair do grupo principal foi muito forte, apesar de ele ser um claro candidato também ao pódio em Paris”.
Naquele momento, Evenepoel perdeu temporariamente a roda do grupo principal e precisou que Richard Carapaz (EF Education-EasyPost), fechasse o pequeno espaço aberto antes do ataque decisivo.
🏁 The Finish in slow motion!
— Kingdom of Cycling (@Cycling_Kingdom) July 6, 2026
🥇 #TadejPogačar 🇸🇮
💪 What a statement!
🇫🇷 Tour de France 2026 Stage 3️⃣
🗓️ Monday, July 6th
🚩 Granollers 🇪🇸
🏁 Les Angles 🇫🇷
📏 196km MTF ⛰️@LeTour #TourdeFrance #TdF2026 #TdF #Granollers #LesAngles #Cycling #Spain pic.twitter.com/FAMJrYXTIt
“O esforço que Del Toro fez foi muito, muito generoso”
Outro ciclista bastante elogiado por Contador foi Isaac Del Toro, que voltou a desempenhar um papel decisivo na preparação do ataque de Pogacar. O jovem mexicano fez um e intenso trabalho na ponta do grupo antes da aceleração final de Pogacar, realizando um esforço que impressionou o espanhol.
Segundo Contador, depois de concluir sua puxada, Del Toro praticamente reduziu a velocidade por alguns instantes para recuperar o fôlego.
“Quando ele saiu do grupo principal, ele praticamente parou, respirou e depois voltou a pedalar, e no final conseguiu entrar ali com Ayuso após o enorme desgaste, antes de voltar a acelerar e se reconectar ao grupo dos favoritos da classificação geral”.
Para Contador, esse episódio evidencia não apenas o espírito coletivo de Del Toro, mas também sua excelente condição física. “Ele se entregou completamente. O esforço que fez foi muito, muito generoso”, finalizou Contador.
