“As equipes não fazem fila para contratar Primoz Roglic” histórico diretor do WorldTour critica a contratação de Roglic
Mesmo antes de sua saída da Red Bull BORA-hansgrohe ser oficialmente confirmada, o futuro de Primož Roglič já era alvo de especulações e o esloveno vinha sendo ligado a diferentes equipes.
Agora, de acordo com o canal belga Het Laatste Nieuws, Roglič estaria negociando uma possível transferência para a Lotto-Intermarché, visando a temporada de 2027, algo questionado pelo histórico diretor da Soudal Quick-Step, Patric Lefevere.

“As equipes não estão fazendo fila para contratá-lo”
Apesar da possibilidade, o ex-diretor da Soudal Quick-Step, adotou um tom bastante cauteloso ao comentar o assunto em sua coluna semanal no jornal Het Nieuwsblad.
“Li esta semana que a Lotto-Intermarché está tentando convencer Primož Roglič a correr pela equipe por mais um ano. Precisamos ser honestos: isso significa que as equipes não estão exatamente fazendo fila para contratá-lo”, iniciou Lefevere.
“E com razão: ele não conquistou muito este ano, sofre quedas frequentes e enfrentou muitos contratempos ao longo de sua carreira. Talvez a Lotto ache que possa fazer um bom negócio”, complementou o belga.

“Ele já gerou publicidade antes de pedalar um único metro“
Lefevere também lembrou que a Lotto-Intermarché já apostou anteriormente em nomes de grande destaque no ciclismo internacional, mas sem obter o retorno esportivo esperado.
“John Degenkolb, Elia Viviani e Philippe Gilbert correram pela Lotto por um total combinado de 6 anos e conquistaram um total de 4 vitórias, nenhuma delas no WorldTour. É claro que, quando uma equipe tem um novo CEO a cada 2 anos, isso dificilmente é um sinal de estabilidade.”
Apesar das críticas, Lefevere reconheceu que a possível chegada de Primož Roglič poderia representar um importante ganho de visibilidade para a equipe belga, independentemente de o acordo ser concretizado.
“E, reconhecidamente, se há um mês inteiro de manchetes sobre uma possível transferência de Roglič para a Lotto-Intermarché, ele já gerou bastante publicidade antes mesmo de pedalar um único metro na frente do pelotão”, concluiu com ceticismo o ex-dirigente Patrick Lefevere.