Vuelta a España 2026: “Usaram táticas desleais” capitão da Lidl-Trek critica postura de rivais
Mattias Skjelmose (Lidl-Trek) concedeu uma entrevista ao canal dinamarquês TV 2 Sport logo após a 13ª etapa da Vuelta a España, nesta sexta-feira.
O ciclista fez duras críticas aos ciclistas da Netcompany-Ineos e da Bahrain Victorious, afirmando que eles demonstraram descontentamento com sua presença na fuga e recorreram a “táticas desleais” enquanto ele tentava reduzir sua desvantagem na classificação geral.
A estratégia acabou funcionando para o dinamarquês. Mattias Skjelmose terminou a etapa na 24ª posição e conseguiu descontar 2min10seg em relação aos principais líderes da classificação geral.
“Fuga não estava nos planos“
O próprio Mattias Skjelmose admitiu que entrar na fuga não fazia parte de seus planos para a etapa. Porém, diante da oportunidade que surgiu durante a prova, ele decidiu aproveitá-la.
“Não estava nos planos, mas se você consegue escapar de graça, é melhor aproveitar”, iniciou Mattias Skjelmose.
O líder da Lidl-Trek acabou integrado a um enorme grupo de 40 ciclistas, enquanto o pelotão principal reduzia o ritmo.
“No final da descida (do Alto de La Venta de La Cebada, a primeira subida do dia) me disseram que estavam tentando bloquear a estrada atrás, então pensei que precisava ver o que era. Tinha que usar o mínimo de esforço possível e ver o quanto eu conseguia aproveitar”.
“Havia alguns que usaram algumas táticas desleais”
Questionado sobre se gostaria de ter participado do grupo da frente, que posteriormente disputou a vitória da etapa, Mattias Skjelmose afirmou que alguns adversários dificultaram sua participação na fuga.
“Sim, poderia ter acontecido. Mas acho que havia alguns que não estavam muito contentes com a minha presença ali, e usaram algumas táticas desleais”.
Apesar disso, o dinamarquês acredita que o desfecho provavelmente não teria sido muito diferente, mesmo que tivesse conseguido permanecer no primeiro grupo.
“Mas não acho que teria sido diferente. Se eu estivesse no primeiro grupo, um grupo teria ido sem mim de qualquer maneira. A INEOS e o Bahrain ficaram um pouco descontentes, mas poderiam simplesmente ir embora se houvesse algum problema”.
“A INEOS estava fazendo acelerações suicidas“
Mattias Skjelmose não conseguiu acompanhar a movimentação que definiu a fuga decisiva e acabou no grupo perseguidor, mais numeroso. A partir daquele momento, sua principal meta passou a ser conquistar o máximo de tempo possível sobre os adversários da classificação geral.
“Só assumi a liderança de verdade quando chegamos ao trecho plano lá embaixo. Tentei fazer com que alguns dos outros, Clement Berthet (Groupama FDJ) e Carlos Rodriguez (Netcompany INEOS), trabalhassem o máximo possível”.
“Tentei fazer a minha parte, mas pelo que entendi, a INEOS estava fazendo acelerações suicidas atrás. Então foi difícil fazer muita coisa”, finalizou Mattias Skjelmose, que conseguiu reduzir sua diferença em relação aos rivais e permanece na 7ª colocação do GC, com 5min 32seg de atraso em relação ao líder, Enric Mas (Movistar).