“Remco Evenepoel vestirá a Maglia Rosa, mas Paul Seixas vencerá o Giro” analistas belgas rejeitam Evenepoel no Giro
Com dois contrarrelógios mais longos, o percurso do próximo Tour de France parece bastante favorável às características de Remco Evenepoel (Red Bull Bora-hansgrohe). Apesar disso, o belga também demonstra interesse em incluir o Giro d’Italia em seu calendário de 2027, prova que não disputa desde 2023.
O percurso da próxima edição do Giro d’Italia será apresentado na terça-feira, 3 de novembro. Segundo o analista Benji Naesen, do jornal Het Nieuwsblad, a prova italiana também contará com 2 contrarrelógios: uma cronoescalada de 19 km, na 7ª etapa, e um contrarrelógio plano de 32 km, programada para a 15ª etapa.
O ex-ciclista e também analista do jornal belga, Marc Sergeant, assim como Naesen têm posições bem definidas: Evenepoel deveria concentrar seus esforços no Tour de France.
“Vencer o Giro é ótimo, mas é um ano um pouco perdido”
“No ano passado, ele foi tão bem no Tour porque se dedicou totalmente a ele depois das clássicas e conseguiu se preparar por dois meses”, inicia Marc Sergeant.
“Se ele for disputar o Giro, só poderá fazê-lo se pular as clássicas. Acho que ele não vai se divertir muito então. O ciclismo já se tornou muito difícil, com toda essa preparação e os treinos em altitude. Alguém como o Remco quer competir e vencer corridas”, complementa Sergeant.
Benji Naesen também não acredita que Evenepoel deva encarar tão cedo o desafio de disputar o Giro e o Tour na mesma temporada. “Suponhamos que ele vencesse o Giro e subisse ao pódio no Tour, seria fantástico. Mas o preço que ele pagaria por isso é que quase não o veríamos na primavera”.
“Eu, e muitos outros entusiastas do ciclismo, estamos mais ansiosos para ver Evenepoel nas clássicas do que vê-lo começar o Giro ‘invisível’. Vencer o Giro é ótimo, mas eu ainda consideraria um ano um pouco perdido”, complementa Benji Naesen.
“Evenepoel vestirá a Maglia Rosa, mas Paul Seixas vencerá o Giro”
Naesen também pondera que, apesar das vantagens oferecidas pelos contrarrelógios, o belga teria um adversário particularmente complicado caso decidisse disputar o Giro d’Italia: o francês Paul Seixas.
“Em relação à escolha entre o Giro e o Tour: inicialmente, achei uma ótima ideia que Evenepoel participasse do Giro. Mas, ao saber como será o percurso e da possível participação de Paul Seixas, questiono se Evenepoel realmente conseguirá vencer o Giro”.
“A 3ª semana será muito difícil, incluindo uma etapa com duas subidas do Mortirolo e a subida do Passo Gavia, com a penúltima etapa terminando no Zoncolan. Seixas, apesar do seu resultado no Tour, é melhor escalador. Acredito que ele ganhará mais tempo nas subidas do que Evenepoel nos contrarrelógios”, afirma o belga.
“Meu palpite é que Evenepoel estará com a Maglia Rosa após duas semanas, mas que Seixas a conquistará na 3ª semana.”
“Mesmo com 71 km de contrarrelógio, Evenepoel não derrotará Pogacar”
Apesar de reconhecer que os contrarrelógios podem equilibrar a disputa ao título do Tour de France, Naesen também considera que o percurso de 2027 não será suficiente para derrotar Tadej Pogacar no Tour de France 2027.
Naesen ainda destaca que os 71 km de contrarrelógio previstos para o próximo Tour de France podem proporcionar uma disputa mais equilibrada entre Vingegaard e Evenepoel.
“Estou convencido de que Vingegaard teria terminado em um 2º lugar relativamente confortável no Tour de France do ano passado, mesmo sem a queda, à frente de Evenepoel.
Esses 71 km de contrarrelógio garantem que, no meu entender, eles comecem o Tour do ano que vem em pé de igualdade. E quanto à vitória geral: mesmo os 71 km de contrarrelógio não serão suficientes para Evenepoel vencer Pogacar.”