UCI testará limite de engrenagens em corridas profissionais já a partir de agosto, provas de contrarrelógio ficam fora
A União Ciclística Internacional (UCI) começará a testar, já a partir de agosto, um novo Protocolo de Teste de Máxima Relação de Marchas em corridas selecionadas de seu Calendário Internacional.
A medida será conduzida com o objetivo de melhorar a segurança nas provas de estrada, especialmente em trechos de alta velocidade, como as descidas.

Provas de contrarrelógio fora dos testes
O novo protocolo será aplicado exclusivamente a provas de estrada sejam elas corridas de um dia ou por etapas. As provas de contrarrelógio estão, por enquanto, excluídas desta fase de testes, informa o jornalista britânico Daniel Benson.
A iniciativa foi desenvolvida pela Comissão SafeR, criada com o propósito de aprimorar a segurança no ciclismo profissional. De acordo com a UCI, as discussões internas da comissão apontaram que a atual liberdade na escolha da relação de marchas pode estar contribuindo para velocidades excessivas em certos momentos das corridas, colocando em risco a integridade dos atletas.
“Objetivo: Limitar o potencial de aceleração em trechos técnicos”
A restrição de marchas proposta busca limitar o potencial de aceleração em trechos técnicos ou perigosos. A UCI acredita que essa limitação pode ser uma ferramenta eficaz para mitigar riscos sem comprometer o desempenho geral dos atletas.

Durante os testes, a entidade vai monitorar dados técnicos detalhados e recolher o feedback de todas as partes envolvidas — incluindo equipes, organizadores, atletas e comissários — para avaliar o impacto da medida na dinâmica da corrida e, sobretudo, na segurança dos participantes.
Relação de marchas máxima
Concluída a fase de testes, os dados e impressões colhidos serão analisados pela Comissão SafeR. Uma avaliação mais ampla será então submetida ao Conselho Profissional de Ciclismo (CPA) e, posteriormente, ao Comitê de Gestão da UCI. A expectativa é que, com base nessa análise, seja possível tomar decisões concretas sobre futuras regulamentações para as próximas temporadas.
As possibilidades incluem a adoção definitiva de uma relação de marchas máxima padronizada, a ampliação dos testes para outras provas ou até a implementação de diferentes estratégias para controle de velocidade em zonas críticas das corridas.