Primoz Roglic concentra atenções em coletiva do Tour de France “Ainda tenho ‘negócios inacabados’ com o Tour”

Primoz Roglic (Red Bull Bora-hansgrohe) compareceu à coletiva de imprensa do Tour de France nesta quinta-feira e, como de costume, atraiu todos os olhares. Com seu bom humor habitual, o esloveno parecia estar longe da tensão de quem está prestes a encarar três semanas de competição.

Logo na abertura da conversa com os jornalistas, ele iniciou com uma piada e manteve o sorriso até a última pergunta. “Bem, eu tenho 36 anos, aconteça o que acontecer, minha vida não vai mudar depois deste Tour”, afirmou o líder da Red Bull BORA-hansgrohe.

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Respeito aos rivais e ambição medida

Apesar de manter uma postura descontraída, Roglic não esconde que ainda tem metas a cumprir na principal corrida do calendário.

“Claro que quero dar o meu melhor, mas os fatos são o que são. Todo mundo vê como Tadej (Pogacar) pedala. Ele está em uma categoria à parte. Todo mundo vê como Jonas (Vingegaard) pedala. E Remco (Evenepoel) também”, avaliou”.

“Ainda assim, ele destaca que não se preocupa com o que dizem sobre suas chances: “Ainda tenho ‘negócios inacabados’ com o Tour, mas não me importo com o que dizem sobre isso. Sei quais corridas ganhei.”

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“Ainda não olhei muito para o percurso do Tour”

Roglic revelou que sequer estudou detalhadamente o percurso do Tour de 2025, o que surpreendeu parte dos presentes. “Ainda não olhei muito para o percurso do Tour”, admitiu. A razão, segundo ele, não é desinteresse, mas sim uma escolha consciente por tranquilidade.

“À medida que envelhecemos, aprendemos coisas. Essa abordagem me ajuda agora”, explicou, com seu tradicional bom humor.

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“Temos o Florian Lipowitz, podemos ver depois da 10ª etapa”

O esloveno não faz questão de reivindicar o papel de líder absoluto da equipe. “Também temos Florian Lipowitz”, destacou. “Ele foi muito bom no Dauphiné. Podemos ver depois da 10ª etapa quem está na melhor posição e então decidir o que fazer.”

“Estou apenas sendo realista. Não consegui terminar o Giro (depois de uma doença e uma queda), depois tive que tomar antibióticos porque havia uma bactéria no meu corpo. Fiquei de joelhos, tive que encarar dia após dia. Vamos ver o que o Tour me reserva.”

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Florian Lipowitz finalizou o Critérium du Dauphiné na 3ª colocação

Um possível adeus? “Como a vida: a cada dia você se aproxima do seu último”

Roglic também destacou a presença do sprinter belga Jordi Meeus como um reforço valioso na equipe. “É ótimo que ele esteja aqui. Jordi mostrou que está em ótima forma e sua presença significa que há menos pressão para mim. Com ele, também podemos pontuar em outras etapas.”

Ao final da coletiva, uma declaração chamou a atenção: Roglic sugeriu que este Tour poderia ser o último de sua carreira. “Pode ser, sim, mas também pode ser que eu esteja lá no ano que vem”, disse, novamente sorrindo. “É como a vida: a cada dia você se aproxima do seu último.”

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