Vuelta a España 2025: o que leva cerca de 25% do pelotão a residir em Andorra? Conheça as peculiaridades do microestado

Com apenas 467,6 km quadrados e cerca de 82 mil habitantes, Andorra se tornou um verdadeiro ponto de encontro para o ciclismo mundial.

O microestado, onde o pelotão da Vuelta a España, passará nesta 6ª etapa, atrai não apenas pela tranquilidade e pela paisagem dos Pireneus, mas também por motivos financeiros e esportivos.

Não é coincidência que ciclistas renomados como Tom Pidcock, João Almeida, Chris Froome, Julian Alaphilippe, Sepp Kuss e Peter Sagan tenham escolhido Andorra como residência em algum momento de suas carreiras. Segundo o ProcyclingStats cerca de 25% reside em Andorra.

girodociclismo.com.br andorra o refugio de ciclistas de elite entre impostos baixos e treinos de altitude image

Benefícios fiscais: um atrativo irresistível

A questão surge naturalmente: os impostos favoráveis são um dos principais fatores? A resposta é clara. Assim como Mônaco, Andorra é conhecida por sua tributação reduzida. A alíquota máxima do imposto de renda é de apenas 10%, podendo ser até menor dependendo da renda.

Além disso, o país possui acordos de dupla tributação com diversas nações europeias, algo que beneficia não só ciclistas, mas também outros atletas de renome internacional.

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Tom Pidcock é um dos ilustres moradores de Andorra

Regras para se tornar residente

Mas não basta apenas querer se mudar para Andorra. O processo exige requisitos específicos. Para atletas de elite, a opção mais comum é a chamada “residência passiva”.

Muitos ciclistas passam parte significativa da temporada nos Pireneus, mas não permanecem no país durante todo o ano. As condições básicas incluem:

  • Viver em Andorra ao menos 90 dias por ano;
  • Ser reconhecido internacionalmente como atleta;
  • Comprovar viabilidade financeira da carreira esportiva;
  • Realizar pelo menos 85% do trabalho fora do país.

No caso dos ciclistas, esse último critério não representa obstáculo, já que quase todas as competições acontecem em outros locais.

Estrutura natural para o alto rendimento

Se o fator econômico é decisivo, os atrativos esportivos não ficam atrás. Andorra se encontra entre 900 e 2.000 metros de altitude, oferecendo um ambiente ideal para treinos constantes em altura.

Os Pireneus oferecem uma rede extensa de subidas desafiadoras e estradas em excelente estado, perfeitas para a preparação de ciclistas profissionais. Além disso, o clima contribui: o país registra cerca de 300 dias de sol por ano, com invernos secos e verões moderados, condições perfeitas para o ciclismo de elite.

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Mais que refúgio fiscal, um paraíso do ciclismo

Até recentemente, Andorra não recebia corridas profissionais. Apenas em 2023 surgiu a Andorra Morabanc Clássica, mas, mesmo antes disso, o país já era visto como um destino de excelência para treinar.

Assim, o microestado combina vantagens fiscais e condições esportivas privilegiadas, fatores que ajudam a explicar por que tantos nomes importantes do ciclismo mundial escolheram Andorra como base.

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