Principal gregário de Jonas Vingegaard admite mudança de postura na Vuelta “na 2ª e 3ª semanas teremos uma estratégia diferente”
A Visma-Lease a Bike vem sendo criticada por adotar uma postura considerada excessivamente conservadora na Vuelta a España, mesmo contando com um elenco muito mais forte em relação à maioria das outras equipes. A estratégia contrasta com a atitude agressiva apresentada no último Tour de France.
Segundo Matteo Jorgenson, essa escolha está diretamente ligada ao objetivo de ajudar Jonas Vingegaard a conquistar a sua primeira vitória na Vuelta a España.

“Acho que na 2ª e 3ª semana teremos uma estratégia um pouco diferente.”
“Acho que no Tour fomos alguns dos atores do caos, mas acho que abordamos esta primeira semana de uma maneira muito calma e permitimos que as disputas acontecessem”, disse o americano em entrevista ao Cyclingnews.
“Acho que na segunda e terceira semana teremos uma estratégia um pouco diferente”, revelou Matteo Jorgenson, o principal gregário de Jonas Vingegaard na competição.

“É simplesmente uma jogada mais segura para nós”
Jorgenson explicou que a decisão de não arriscar tanto nas primeiras etapas faz parte de um plano de longo prazo.
“Não sei, não olhei tão longe, mas acho que a equipe pode estar confiante de que, se economizarmos energia nesta primeira semana e chegarmos aos dias de montanha realmente grandes, teremos uma chance melhor. É simplesmente uma jogada mais segura para nós”, destacou.
“Se você participa do Tour de France, é uma preparação enorme”
O ciclista também comentou sobre a forma física e mental do capitão, Jonas Vingegaard, garantindo que o dinamarquês chega fortalecido após sua participação no Tour de France.
“Ele está indo muito bem. Se você participa do Tour de France, é uma preparação enorme e o ano é estruturado em torno disso, então você tem muitos extras, digamos, com a mídia e os Training Camps e tudo isso cria uma enorme preparação no seu cérebro e corpo.”

“Se você se saiu bem no Tour, vai se sair bem em qualquer lugar”
Jorgenson ressaltou ainda o peso da pressão que recai sobre o bicampeão do Tour. “Então, quando você chega à corrida em si, você fica muito nervoso e ansioso”.
“Há muita pressão, especialmente sobre o Jonas, que venceu duas vezes. Então, quando você chega à Vuelta depois de ter feito isso, você sente aquela confiança interior de que, se você se saiu bem no Tour, vai se sair bem em praticamente qualquer lugar”, completou.
Até o momento, Vingegaard tem mostrado sinais positivos e mantém a tranquilidade diante dos desafios que ainda virão. “Parece muito mais natural, e ele parece muito calmo e pronto para encarar”, finalizou Jorgenson.
