“João Almeida estava gritando comigo, ele é como um trator” Tom Pidcock dá detalhes da subida decisiva na Vuelta a España, assista a entrevista
Tom Pidcock (Q36.5) teve sua melhor atuação na Vuelta a España até o momento, neste domingo, conquistando o 2º lugar, atrás apenas de Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike). O resultado levou o britânico ao 4º lugar na classificação geral da prova.
Após a chegada no Alto de Valdezcaray, Pidcock concedeu entrevista ao canal oficial da Vuelta, onde deu detalhes da subida final, especialmente dos momentos ao lado do seu colega de perseguição, João Almeida (UAE Emirates).

“Ele estava gritando comigo, ele é como um trator”
“Quando o Jonas atacou, claro, é sempre difícil de seguir, mas eu pensei, o João Almeida é a roda perfeita para ir. Pensei que talvez ele conseguisse buscá-lo, mas, quero dizer, chapeau para ele”, iniciou o britânico.
“Eu não consegui revezar nenhuma vez com ele. Ele estava gritando comigo, mas ele é como um trator, sabe, quando chegamos nessa parte mais plana. E então, no último quilômetro, quando ele foi, foi impressionante. Eu mal consegui ultrapassá-lo na chegada”, confessou Pidcock.

“João Almeida me disse para ter coragem”
O britânico também comentou sobre a interação que teve com Almeida durante a subida. “Bem, ele disse… ele me disse para ter coragem. Mas, se ele pedalar um pouco mais devagar, eu faço mais alguns revezamentos”, respondeu Pidcock sem esconder um sorriso.

“O Jonas é o Jonas”
Apesar de não ter vencido a etapa, Pidcock mostrou-se contente com o resultado, destacando que foi positivo para o seu desenvolvimento.
“Mas, para ser honesto, estou feliz. Claro que queríamos disputar vitória da etapa, mas sabe, o Jonas é o Jonas e você não deveria dar uma brecha para ele, mas eu ficaria feliz com isso.”

“Acho que ainda temos um longo caminho pela frente”
Questionado sobre os impactos da etapa na disputa pela classificação geral, Pidcock analisou as dificuldades enfrentadas pelos rivais.
“Eu sempre pensei, sabe, quando esses caras estão puxando por aí, sabe, fazendo sprints a toda velocidade no meio das subidas, um dia isso vai acabar com eles. Então, é, eu acho, é, sabe, que ainda temos um longo caminho pela frente.”