Vuelta a España 2025: Prévia da 11ª Etapa, uma verdadeira clássica basca, com 7 montanhas, desafiará o pelotão nesta quarta-feira
Depois de uma chegada em alto na terça-feira, o pelotão da Vuelta a España 2025 encara uma 11ª etapa com um percurso típico do País Basco.
O trajeto tem largada e chegada em Bilbao, ao final de 157 km e mais de 3.100 metros de desnível acumulado, distribuídos em 7 montanhas categorizadas. A etapa oferece poucos trechos planos e subidas curtas, mas de inclinações duríssimas, remetendo ao perfil da tradicional Clássica San Sebastián.

Início explosivo em Bilbao
A saída de Bilbao já coloca o pelotão em disputa direta com o Alto de Laukiz, com 4km de extensão a 4,7% e gradientes de até 6,5%.

Após cerca de 19km segue o Alto de Sollube, em uma sequência quase que imediata. São duas ascensões curtas, não das mais exigentes em termos de extensão, mas com rampas iniciais capazes de quebrar o ritmo desde cedo.

Balcón de Bizkaia e a metade do trajeto
Após essas primeiras dificuldades, o percurso se encaminha por um vale até o icônico Balcón de Bizkaia (4,3km a 5,4% e 9,2% máx.), palco da vitória de Michael Woods há 7 anos, quando conquistou ali sua primeira etapa em um Grand Tour. Desta vez, no entanto, essa subida aparece muito antes no percurso.

Na metade da etapa surge o Alto de Morga (8,1 km a 3,6%), uma escalada mais acessível se comparada às anteriores, mas que serve de preparação para o terreno decisivo.

O desafio do Alto del Vivero
A parte mais dolorosa do dia começa nos últimos 60 km, com a subida ao Alto del Vivero. Essa ascensão de 4,3 km a 7,8% é traiçoeira e irregular, apresentando 2 km acima dos 12% de inclinação.
Após um sprint intermediário em Bilbao, o pelotão terá que encarar novamente o Vivero, desta vez como prévia ao ataque final da etapa, restando menos de 10 km para a chegada.

O temível Alto de Pike e a chegada em Bilbao
O grande obstáculo do dia será o Alto de Pike (2,1km a 8,8%), já conhecido por seu papel decisivo no Circuito de Getxo, mas que agora surge como peça-chave na 11ª etapa da Vuelta a España.
Os primeiros 900 metros têm inclinação de 4,5%, mas a partir daí a subida endurece para marcas acima de 13%.

Depois da escalada brutal, uma descida técnica conduz os ciclistas até a chegada em Bilbao, que acontece em um falso plano, completando o desenho de uma das etapas mais explosivas desta edição.
Favoritos à vitória da etapa
Com subidas desse nível, em especial o Alto de Pike tão próximo da linha de chegada, os principais nomes da classificação geral devem proporcionar um espetáculo.
E, inevitavelmente, todas as atenções estarão voltadas para Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) e João Almeida (UAE Team Emirates), que já demonstrou força nesse tipo de perfil, sendo o atual campeão da Volta ao País Basco. Tudo indica que será um duelo direto entre os dois.

Mas há outros candidatos prontos para estragar a festa. Giulio Ciccone (Lidl-Trek), vencedor da Clássica San Sebastián em estradas semelhantes, tem um percurso feito sob medida para suas características. Apesar de ter perdido tempo para Vingegaard recentemente, continua sendo uma ameaça.

Outro nome em ascensão é Tom Pidcock (Q36.5), que demonstra evolução clara nesta Vuelta e pode surpreender. Além deles, especialistas em etapas explosivas como Jai Hindley (Red Bull-BORA-Hansgrohe), Matteo Jorgenson (Visma-Lease a Bike) e Egan Bernal (INEOS Grenadiers) também estão entre os ciclistas cotados para disputar a vitória.
