7ª etapa da Paris-Nice ainda corre risco de cancelamento “não creio que haverá corrida” afirma ciclista da Lotto-Intermarché
A organização da Paris-Nice enfrenta novamente dificuldades devido às condições climáticas adversas na região de Nice. A 7ª etapa da competição foi reduzida, ao menos por enquanto, para apenas 47 km. Mesmo com o percurso encurtado, ainda existe incerteza sobre a realização da prova neste sábado.
O clima severo, com neve em áreas próximas ao trajeto, gera preocupação entre os ciclistas e dirigentes, que discutem a segurança da etapa.

“Não creio que haverá corrida”
Um dos mais cautelosos em relação à situação é Luca Van Boven, da Lotto-Intermarché, que participa das conversas representando o sindicato dos ciclistas CPA junto aos organizadores.
Segundo ele, a corrida pode representar riscos desnecessários para os atletas.
“Não creio que haverá corrida”, disse Luca Van Boven, nomeado pelo sindicato dos ciclistas CPA para assessorar os organizadores. “A situação não parece muito boa; há neve mesmo antes de Isola (cidade de chegada).”
O ciclista também destacou o impacto que uma situação perigosa pode ter no restante da temporada. “Você pode arruinar sua temporada aqui”, afirmou o ciclista ao canal Sporza.

Pelotão dividido sobre realização da etapa
Dentro do pelotão, porém, não há consenso. Enquanto alguns corredores defendem o cancelamento ou mais mudanças no percurso, outros ainda demonstram interesse em competir caso a organização encontre uma solução segura.
O líder da classificação geral, Jonas Vingegaard, afirmou que o ideal seria encontrar um compromisso entre segurança e a realização da etapa. “Queremos muito correr hoje, mas não achamos que conseguiremos chegar ao final. Está nevando lá; seria muito perigoso.”
“Ainda achamos que, se conseguirem fazer uma corrida com a chegada 10 ou 20 km antes, seria possível. Não queremos colocar ninguém em perigo, e acho que seria muito perigoso ir até a linha de chegada.”
Apesar disso, Vingegaard foi direto ao comentar a possibilidade de a organização manter o plano original.
“Se a ASO realmente quiser ir até o final, eu diria ‘não’. Mas se eles estiverem dispostos a se adaptar e disserem que podemos parar antes que haja neve, então podemos fazer isso”, disse o líder da classificação geral.