Derek Gee rompe contrato com a Israel-Premier Tech, equipe pede € 30 milhões em reparação por danos, confira a nota oficial do ciclista
O ciclista canadense Derek Gee quebrou o silêncio sobre sua saída da Israel-Premier Tech, detalhando as razões que o levaram a rescindir seu contrato com a equipe ainda no mês de agosto.
O atual campeão canadense, alega um rompimento irreparável no relacionamento com a direção da equipe como os principais motivos para o término. Gee também revelou que a equipe pretende processá-lo por danos com valores superiores a 30 milhões de euros.

“Importante compartilhar meu lado da história”
Em uma longa declaração publicada em suas redes sociais, Gee explica os motivos que o levaram a se pronunciar publicamente:
“Gostaria de abordar e esclarecer algumas especulações sobre minha situação atual, após recentes declarações públicas da minha ex-equipe, de que meu caso está atualmente perante o conselho de arbitragem da UCI”, começou o ciclista.
“Sei que muitas pessoas estavam esperando uma atualização e, embora eu não possa comentar sobre os procedimentos em andamento, considero muito importante compartilhar meu lado da história.”

Rompimento com o gerente e motivos de consciência
O canadense explicou que sua decisão foi tomada por justa causa, reforçando que não se tratou de algo impulsivo. “Rescindi meu contrato por justa causa, como todos têm o direito de fazer quando se torna impossível continuar trabalhando nas circunstâncias atuais”, declarou Gee.
Segundo ele, o rompimento decorreu de um quebra de confiança com o gerente da equipe e de sérias preocupações com segurança e convicções pessoais.
“Ela ocorreu após um rompimento irreparável no meu relacionamento com o diretor da equipe, bem como sérias preocupações sobre correr pela equipe, tanto em termos de segurança quanto de convicções pessoais, que pesaram muito na minha consciência.”

“Dinheiro não foi o motivo para rescindir meu contrato”
Gee criticou a postura da equipe ao priorizar questões financeiras acima das humanas. “O que mais me afeta é como, quando as questões humanas entram em jogo, o dinheiro de repente se torna o principal problema; dinheiro não foi o motivo para rescindir meu contrato”, afirmou o ciclista.
O canadense destacou que estava ciente dos riscos de ficar sem equipe e sem garantias em caso de lesão, mas mesmo assim manteve sua decisão.
“Sair significava correr o risco de ficar sem equipe e, portanto, sem proteção caso me lesionasse. Eu estava — e ainda estou — disposto a correr esse risco, porque simplesmente não podia continuar correndo por esta equipe.”

“Indenização de mais de 30 milhões de euros“
Gee também confirmou que a Israel-Premier Tech entrou com uma ação contra ele, buscando indenização de mais de 30 milhões de euros.
“Agora estou diante do que entendo ser um pedido de indenização, supostamente superior a 30 milhões de euros”.
“Essas não são as quantias, nem o tipo de situação, com que um atleta sonha quando quer se tornar um ciclista profissional. Acredito que isso contraria os valores que o esporte deve promover.”

Encerrando sua declaração, Gee disse acreditar que o processo judicial e o comportamento da equipe apenas confirmam que sua saída foi correta.
“Essas ações refletem precisamente os problemas que levaram ao rompimento do relacionamento. Isso reforça minha convicção de que deixar a equipe foi a decisão certa, apesar do recente anúncio de mudanças na identidade da marca e ajustes estruturais superficiais.”