Companheiro de Mathieu van der Poel abandona ciclismo aos 24 anos “perdi o amor pelo esporte”, confira o anúncio oficial
Lars Boven (Alpecin-Deceuninck) era visto, há anos, como uma das grandes promessas do ciclismo na Holanda. Revelado pela Jumbo-Visma, ele chegou à Alpecin-Deceuninck como um grande estrela para o futuro da equipe.
No entanto, após 2 temporadas, o ciclista de apenas 24 anos, decidiu encerrar a carreira. Sua saída também representa uma baixa importante para Mathieu van der Poel, que perde um colega de equipe para 2026. Sua decisão foi comunicada de forma sincera e emotiva nas redes sociais.

Campeão Holandês de Contrarrelógio
Boven iniciou sua rápida carreira em 2019, seu último ano como júnior, quando foi Campeão Holandês de Contrarrelógio, além de subir ao pódio na Paris-Roubaix e no Campeonato Europeu de Contrarrelógio.
Após os grandes resultados, ele iniciou no ciclismo profissional, em 2020, na equipe de desenvolvimento da Visma-Lease a Bike. Sua maior vitória veio somente em 2022, quando venceu o Flanders Tomorrow Tour. Em 2023, Boven finalizou em 4º lugar no SUPER 8 Classic, prova vencida por Mathieu van der Poel.

Estreia na Alpecin-Deceuninck e boas atuações em Portugal
Esses resultados abriram as portas para a Alpecin-Deceuninck. Sua estreia pelo time foi promissora: garantiu o 3º lugar em uma etapa do Tour Down Under 2024.
Pouco depois, voltou a se destacar, agora em Portugal, finalizando na 4ª posição da Figueiras Champions Classic e também na 4ª posição da 1ª etapa da Volta ao Algarve, com chegada em Lagos.

“Perdi o amor pelo esporte”
Em uma nota emocionada o holandês descreveu sua difícil decisão de deixar o ciclismo. “Decidi me aposentar do ciclismo profissional. Depois de dois anos de dificuldades, perdi o amor pelo esporte, necessário para ter um bom desempenho no mais alto nível”, explicou Boven no Instagram.
“No fundo, eu já sabia disso há algum tempo, mas foi muito difícil perceber que eu não estava mais curtindo o ciclismo”, escreveu ele em seu comunicado.
“Ainda não sei como será o ano que vem. Continuo amando o ciclismo, então pretendo participar de algumas provas de gravel. Mas além disso, não faço ideia. Isso é assustador, mas também empolgante.”