“Eu vivo pela Paris-Roubaix” Jasper Philipsen revela paixão pelo Inferno do Norte e descreve treino com Mathieu van der Poel
Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck) tem provado através dos anos que seu talento vai muito além dos sprints puros. O campeão da Kuurne-Bruxelas-Kuurne admite que nutre um apetite pelas grandes clássicas do WorldTour, entretanto uma é o seu desejo principal: a Paris-Roubaix.
Vice-campeão do Monumento em 2023 e 2024, ele foi superado ambas as vezes apenas por seu companheiro de equipe, Mathieu van der Poel. Apesar de um modesto 11º lugar em 2025, o belga confirma que retornará em 2026, conforme revelou ao Het Nieuwsblad.

“É uma corrida pela qual eu realmente vivo, uma pela qual sou muito apaixonado“
“É uma corrida pela qual eu realmente vivo, pela qual sou muito apaixonado, e até me emociono ao pensar nela. Comecei a competir em provas como a Paris-Roubaix. Elas combinam com o meu DNA e com o da equipe, e acontecem na Bélgica. Gosto de poder me concentrar nisso”, afirma o belga.
“Talvez daqui a alguns anos isso mude, e eu me concentre mais nos sprints, porque é nisso que sou naturalmente melhor. Mas quem não arrisca, não petisca”, brinca Philipsen.
Com Van der Poel dominando a clássica nos últimos 3 anos e Tadej Pogacar surgindo como uma ameaça real após o 2º lugar na estreia em 2025, Philipsen sabe que o desafio será cada vez maior.

“Van der Poel e eu nos motivamos mutuamente, um põe meia roda na frente e a corrida começa”
Phlipsen foi perguntado se apesar dos bons resultados ainda visualiza uma vitória no Velódromo de Roubaix. “Visualizar é uma palavra forte, mas se você vai se concentrar em melhorar seu condicionamento físico para a primavera, precisa de algo que te ajude.
“Vestir o uniforme todas as manhãs exige uma certa perspectiva, caso contrário, é difícil. É para esse tipo de corrida que eu treino”, afirma Philipsen.
“Também exige um certo nível de atenção de toda a equipe. Temos uma cultura de trabalho voltada para essas corridas”.
“Nossos treinadores e a gestão da equipe são habilidosos em desenvolver um plano para esse tipo de prova, e temos um bom grupo para isso. Acho que Mathieu e eu nos motivamos muito mutuamente, um põe meia roda na frente e a corrida começa.”

“Na Milan-Sanremo é tentar sobreviver no Poggio”
Além do sonho em Roubaix, Philipsen ostenta um Monumento no palmarés: a Milan-Sanremo 2024. Porém, ele admite que suas chances de repetir o feito se reduzem com as participações de Tadej Pogacar na competição.
“O Mathieu também é incrivelmente forte nesse tipo de prova, mas ciclistas com o meu perfil só podem torcer para que nada aconteça antes do Poggio e tentar sobreviver”, afirmou. “Se eles acelerarem na Cipressa, terei que dizer ‘adeus’.”

Temporada de 2025 com vitórias em Clássica e Grand Tours
Depois de vencer a Kuurne-Bruxelas-Kuurne 2025 e a 1ª etapa do Tour de France, onde abandonou após uma queda na 3ª etapa Philipsen retornou na Vuelta a España, vencendo 3 etapas.
Em 2026, a fórmula será semelhante: combinar sua campanha nas Clássicas de paralelepípedos com sua função de principal sprinter na Alpecin-Deceuninck.